Florianópolis

Em uma época em que a ordem nas esferas federal, estadual e também nos municípios é ‘apertar os cintos’ dos gastos do orçamento, o chefe do poder Executivo de Santa Catarina segue com uma conta ‘salgada’ com a aeronave para uso do governador Carlos Moisés (PSL). Os gastos com a aeronave desde o 1º dia de janeiro do ano passado até a data atual somam mais de R$ 220 mil, no entanto, ela nunca foi utilizada para transportar o chefe do poder Executivo do Estado.

O Carajá (PT-RFT), foi fabricado em 1983 e possui sete lugares. A aeronave está no hangar do aeroporto de Florianópolis e sai apenas do local para manutenção, que ‘pede’ teste de voo. Em entrevista exclusiva ao Porta Notisul, o governo de Santa Catarina informou que a aeronave Carajá (PT-RFT) está em processo de venda por leilão. “O Governo do Estado considera que fazer a manutenção da aeronave até o momento da venda é fundamental para manter o valor de mercado do patrimônio público. O equipamento é avaliado em 495 mil dólares”, enfatizou.

Mesmo sem utilização da aeronave, o custo operacional para a manutenção é alto. Desde que assumiu o cargo em janeiro passado, o governador usa voos comerciais para viagens dentro e fora do Estado, assim como todo o secretariado. “Em 2019, a economia do governo do Estado com o transporte aéreo atingiu 46,8% com a medida do governador Carlos Moisés de ceder o helicóptero para o transporte de órgãos. Soma-se a isso a venda do jato Cessna Citation II 550, que deve representar uma economia de R$ 4 milhões aos cofres públicos neste ano”, pontuou.

Segundo o governo a economia com os voos comerciais chegou a 95%. O poder Executivo chegou a gastar, nas gestões anteriores, até R$ 6 milhões por ano. O transporte aéreo é importante, porque o governo precisa participar de reuniões fora do Estado, porém segundo o atual gestor do Estado é preciso fazer isso da forma mais econômica possível. “O governador pode voar como as outras pessoas fazem. É uma economia que pode estar na saúde, na educação, na infraestrutura e na segurança”, afirmou Carlos Moisés.

Em setembro passado, o governo negociou o jato Cessna Citation II 550 por R$ 3,2 milhões com o governo de Mato Grosso do Sul, prevendo uma economia de até R$ 4,5 milhões. Já o Carajá, entre 2015 e 2018, período do segundo governo de Raimundo Colombo/Eudardo Moreira, custou de R$ 2,9 milhões aos cofres públicos.