O furacão Dorian tornou-se menos potente, mas ainda causa enorme destruição e segue lentamente em direção ao estado americano da Flórida, depois de devastar as Bahamas, no Caribe. O Centro Nacional de Furacões (NHC), dos Estados Unidos, o rebaixou para a categoria 2, com ventos entre 152 km/h e 176 km/h.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta terça-feira, 3, que enviará ajuda emergencial às Bahamas, onde pelo menos 61.000 pessoas necessitam de alimentos e assistência médica por causa da passagem do furacão . A tempestade continua a golpear o arquipélago, onde provocou a morte de cinco pessoas, entre os quais o menino Lachino Mcintosh, de 7 anos. Várias pessoas foram resgatadas de correntezas.

O saldo exato da devastação nas Bahamas somente ficará claro depois de a tempestade passar, quando as equipes de resgate puderem chegar aos locais mais afetados, entre os quais a ilha de Ábaco, onde cinco pessoas morreram.

“Estamos no meio de uma tragédia histórica em partes do norte das Bahamas”, disse o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, na segunda-feira 2. “Nossa missão e foco agora são busca, resgate e recuperação”.

Membros da Guarda Costeira dos Estados Unidos estão em Ábaco e já resgataram feridos. Pessoas com ferimentos graves foram levadas a hospitais de New Providence, a ilha mais populosa do país, onde está a capital do país, Nassau. O aeroporto internacional Freedom está submerso, como registrou o parlamentar Iram Lewis, das Bahamas.

Até o momento, há registro de 13.000 residências destruídas ou seriamente danificadas, segundo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Casas de um bairro de Freeport, na Grande Bahama, foram engolidas por 1,8 metro de água.

“Parece que são barcos acima da água”, disse Rosa Knowles-Bain, de 61 anos, que fugiu dois dias atrás para um abrigo de emergência.

Cenas de inundação no segundo andar de uma casa no norte das Bahamas foram registradas e transmitidas pela rede de televisão americana FoxNews.