Um grupo reduzido de caminhoneiros autônomos realizou neste domingo (3) um ato em Brasília para reivindicar outras medidas do governo a favor da categoria. O ato reuniu poucos profissionais – 10 caminhões estavam estacionados em frente ao estádio Mané Garrincha–, mas atraiu outros manifestantes. Segundo a estimativa de policiais, havia cerca de 150 pessoas às 17h.

Os caminhoneiros dizem fazer parte de um movimento autônomo, sem ligação com sindicatos. Não quiseram dizer quanto tempo ficarão no estacionamento ou se organizarão novos atos. Alguns profissionais admitiram que a mobilização foi pequena. “O povo de Brasília não se mobiliza“, disse um deles.

O líder do movimento, identificado como “Chorão”, pedia mais cortes no preço dos combustíveis. Também demandava que o Planalto torne permanentes, por meio de lei, as medidas provisórias anunciadas para conter as paralisações dos caminhoneiros. Ele defende a criação de uma comissão para conduzir novas negociações com o governo.

“O objetivo é a baixa do combustível. O governo atendeu algumas reivindicações, mas por medida provisória. Queremos que vire lei. Só os R$ 0,46 não é suficiente. O que precisamos é óleo diesel abaixo de R$ 3 e a gasolina abaixo de R$ 3,15. E sem data, queremos que seja permanente”, disse.

À manifestação dos caminhoneiros se juntaram alguns motoboys. Em determinado momento, fizeram um “buzinaço”.

A concentração teve ainda a apresentação de um grupo de dança da igreja Nova Aliança, de Luziânia (GO). Ao lado, em um trio elétrico, outro grupo pedia intervenção militar. Segundo os caminhoneiros, eram eventos separados.

O ACORDO

Na semana passada, o governo anunciou uma série de medidas com o objetivo de conter as paralisações de caminhoneiros em protesto à alta de combustíveis. Além da redução no preço do diesel em R$ 0,46, o Planalto se comprometeu a congelar o valor do combustível por 60 dias e, a partir de então, garantir reajustes mensais e não mais diários, como é feito hoje.

Foram editadas também 3 medidas provisórias que atendem a reivindicações: 1) uma que isenta o caminhoneiro de pagar a tarifa do pedágio pelo eixo suspenso do veículo que esteja vazio, 2) uma que garante aos caminhoneiros autônomos 30% dos fretes da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, e 3) uma que estabelece tabela com preços mínimos de frete.

O acordo de domingo (27.mai) é o 2º desde o início das manifestações. Em 24 de maio, o governo já havia anunciado uma série de concessões.