Tubarão

A candidata a deputada federal Albertina Rosso, a Tina, do Partido Socialista do Brasil (PSB), visitou a Redação do Notisul nesta segunda-feira (27), e falou da sua trajetória e das propostas para o Congresso Nacional. Natural de Araranguá e criada em Criciúma, ela tem 60 anos e é formada em Direito.

Com o lema “Meu nome, minha história”, Albertina ressaltou que tem 14 irmãos, sendo seis mulheres, e uma origem católica. Seu objetivo com a candidatura é ajudar a emancipar as mulheres, dando autonomia a elas, além de representar as necessidades do gênero feminino diante do Congresso Nacional. Com esses objetivos, a candidata resolveu se comprometer com as metas apresentadas na Cartilha da Organização das Nações Unidas (ONU) Mais Mulheres no Poder.

A postulante a uma cadeira na Câmara ainda falou que dedicou “a vida toda para a militância”, desde quando frequentava a universidade, onde participava das lideranças estudantis. “Passei por todos esses processos: redemocratização, anistia, Diretas Já, os impeachments e agora, com o Sérgio Moro, e a favor da Lava-Jato. Por isso que eu me sinto encorajada a ser candidata a deputada federal”.

A catarinense destacou que as investigações e prisões de políticos demonstram “uma nova fase do Brasil” e ainda ressaltou que “para a mulher se emancipar precisamos de mais moralidade pública, porque não dá mais para conviver com a impunidade”.

Albertina ainda acredita que as mulheres devem ser representadas por elas mesmas. “Precisamos de políticos com ética, com moralidade, que parem de explorar as mulheres e as deixem assumir seus postos, porque somos protagonistas de nós mesmas. Não queremos homens falando de nossas dores, quem sabe das nossas dores somos nós. São as mães que sabem o custo de um filho na escola, e são as elas que sofrem nas filas da saúde e que sabem exatamente do que nós precisamos” comentou.

Tina ainda ressaltou a dificuldade de mulheres assumirem cargos públicos. “As mulheres ainda vêm o homem como uma solução, só que a verdade é que eles já tiveram todo o tempo e não trouxeram a solução, mas sim a corrupção, a fome, a guerra e a miséria, este é o legado masculino. Não digo que coloco todos os homens nessa, mas agora é a vez das mulheres, que são mais sensíveis, menos corruptíveis, sabem o que uma sociedade precisa”, explicou.

A candidata ainda falou de como as mulheres podem ser representadas e ajudar a fazer uma mudança eleitoral. “Use a maior arma que você tem: vote maciçamente nas mulheres. Unam-se e votem para causar uma surpresa nessa eleição, para que a gente assuma esses postos para chegar ao Congresso Nacional e, lá, vamos dar a letra da lei”.

Vida na política

Albertina já atuou como vereadora de Criciúma no ano de 1997. Durante o mandato, ela aprovou os projetos Casa da Mulher, Sessão Itinerante, Áreas de Proteção Ambiental, regulamentou o Estacionamento Rotativo e a Farmácia de Genéricos. Albertina foi a fundadora do PSB na cidade e a primeira pessoa membro do Partido a ocupar um cargo eletivo no Estado.