Priscila Alano
Imaruí

A nucleação escolar determinada pela administração municipal de Imaruí não tem o aval da maioria dos vereadores do município. Seis dos nove vereadores aprovaram uma moção de repúdio contra o prefeito Amarildo Matos de Souza (DEM), que decidiu fechar 13 escolas municipais e dispensar 70 professores admitidos em caráter temporário (ACTs).

O presidente do legislativo municipal, Pedro Raimundo Sobrinho (PPS), os vereadores Vanderlei Cunha, Custódio João Cardoso e Regiane Damas (todos do PMDB) ingressarão com uma ação na justiça solicitando que a nucleação não seja realizada neste segundo semestre.

Pedro Raimundo alega que o governo federal investe na agricultura familiar, e estimula que as crianças fiquem no campo. “O prefeito está indo contra o desejo da população. As estradas estão péssimas, o transporte escolar não oferece segurança para os alunos”, alerta o presidente do legislativo. Pedro ainda fala que as estruturas dos prédios estão boas, e os ACT’s também foram pegos de surpresa. “A nucleação deveria ser realizada no próximo ano, e não agora no próximo semestre. Teríamos mais tempo para conversar com a população e com os professores”, justifica Pedro.

Com relação ao projeto da administração em tornar os prédios em sede para entidades e até para empresas, o presidente vão vê com bons olhos. “O prefeito pretende licitar, mas pretende beneficiar seus amigos, e não as empresas como um todo que pretendem instalar-se no município”, alfineta Pedro.

A defesa

O prefeito Amarildo Matos de Souza garante que não voltará atrás na decisão. E garante que a medida é legal, já que existem turmas com apenas seis alunos. “Estamos realizando uma força-tarefa para recuperar as estradas. E os veículos da frota escolar estão adequados para realizar o transporte dos alunos. Os motoristas também participaram de um curso específico para transportar os estudantes”, assegura o prefeito.