Wagner da Silva
Braço do Norte

A proposta apresentada pelas empresas fumajeiras não foi aceita pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura dos três estados do sul do país. Com isso uma nova rodada de negociação é aguardada. Na primeira tentativa, quando cerca de 10% da safra havia sido vendida, a federação avaliou que o aumento justo ficaria em torno de 19,5%. Isto elevaria o valor do quilo de R$ 5,80 para cerca de R$ 6,90.

A proposta foi rejeitada pela indústria. Na segunda reunião, realizada na primeira quinzena deste mês, quando mais de 90% da produção estava estocada, as empresas propuseram um aumento. A oferta ficou entre o mínimo de 6,1% e o máximo de 10,2%. Mas aí foram os fumicultores que não aceitaram.

Para o avaliador da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Hilário Boing, as empresas querem esperar o comportamento do mercado. “A indústria quer ganhar tempo e observar como estará a economia, para depois efetuar uma nova proposta, mas ainda não há data definida para isso ocorrer”, explica.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Braço do Norte, Adriano Schueroff, segue a sugestão da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc). Para ele, o aumento deve chegar a 12%. “Algumas empresas devem ter estoques e ainda não podemos dar certeza, mas o preço não chegará ao valor apresentado pela classe”, acredita.

Entre os produtores, as opiniões variam. Alguns esperam manter o preço, mas ter melhor classificação. Já outros preferem preço maiores. Os sindicalistas do Vale esperam por uma nova rodada de negociação entre esta semana e até, no máximo, o dia 5 do próximo mês.