Um dos principais entraves para que as pessoas criem o hábito de investir é o mito de que para se tornar um investidor é preciso ter muito dinheiro. Na verdade, o mercado oferece um leque de opções muito diversificado e, portanto, acessível para todos os bolsos.

Há, por exemplo, a possibilidade de começar a investir com apenas R$ 30. Com este valor é possível comprar títulos do Tesouro Direto, investimento em renda fixa considerado o mais seguro oferecido pelo mercado atualmente.

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional para comercialização de títulos federais. Nessa aplicação, o investidor recebe o valor aplicado acrescido de juros em uma data pré-acordada no momento da aplicação.

Na prática, ao comprar um título público, você estará “emprestando” dinheiro para o Governo. Exatamente, por isso, o Tesouro Direto é muito mais seguro, pois o risco é menor em comparação com as instituições privadas, por exemplo.

O rendimento dos títulos públicos pode ser indexado ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), à Taxa Selic ou ser prefixado. Já a liquidez, que consiste na facilidade de resgatar o dinheiro em espécie, pode ser diária. Diante da diversidade das ofertas, o ideal é conferir qual papel é compatível com o bolso do investidor e seus objetivos.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são outro tipo de investimento que oferece oportunidades para investidores de todos os portes. É fato que o rendimento é proporcional ao valor do aporte, então, quanto maior a quantia inicial, maior será o retorno financeiro. Mas trata-se de uma boa opção para quem não está com a conta tão robusta.

Os CDBs são títulos de renda fixa emitidos por bancos. Na prática, a transação é similar à compra do Tesouro Direto: ao adquirir o papel, você irá “emprestar” dinheiro para a instituição financeira em troca de uma remuneração.

Com relação ao rendimento, os títulos podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Os últimos costumam ser vinculados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e ao IPCA. A liquidez também pode ser diária. Como há essa variedade de aspectos, é aconselhável pesquisar antes de definir em qual opção investir.

Os CDBS  contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para investimentos com valor de até R$ 250 mil, o que aumenta a segurança da operação. Os fundos referenciados de renda fixa DI, também chamados apenas de “fundos DI”, podem ser outra alternativa para os pequenos investidores. Isso porque, além do baixo risco da operação, não exigem muitos recursos.

Estes fundos aplicam, pelo menos, 95% do patrimônio em títulos públicos ou títulos privados de baixo risco. Uma das principais vantagens do investimento é que possuem uma gestão profissional, o que minimiza as chances de erro de um investidor iniciante.

A rentabilidade acompanha o CDI, que apresenta uma taxa bem próxima à Selic. Esses fundos não possuem cobertura do FGC.

Investir com segurança

Há outros investimentos em que se consegue investir com poucos recursos, como as ações. No mercado financeiro há uma grande variedade de valores. No entanto, por se tratar de um investimento em renda variável, esse é um tipo de operação mais arriscada. 

Para o pequeno investidor, a segurança das operações é um dos aspectos fundamentais. Muitos dispõem somente do recurso da reserva de emergência, guardada para ser utilizada em casos de urgência, como problemas de saúde, perda de emprego, necessidade de reparo urgente na casa ou no carro, por exemplo.

Pessoas com esse perfil devem priorizar a segurança e a liquidez na escolha dos investimentos. É uma forma de se proteger contra perdas de capital e ter acesso aos recursos no momento em que desejarem.

Por isso, para começar a investir com pouco dinheiro, a orientação é dar preferência às opções em renda fixa. Os títulos do Tesouro Direto, os CDBs e os fundos Di, mencionados anteriormente, são as principais alternativas.

Quando e como começar a investir

Não é preciso ter muito dinheiro para se tornar um investidor. Portanto, a hora de começar a investir é agora. O primeiro passo é poupar. Feito isso, é recomendável que o investidor iniciante recorra a uma corretora de investimentos para auxiliar na escolha da aplicação compatível com o perfil e objetivos.

Motivos para criar o hábito de investir

Investir é ter a oportunidade de fazer o dinheiro economizado render e, assim, garantir o controle da vida financeira e ter a possibilidade de realizar sonhos. 

Independente de qual seja a meta do investidor, criar o hábito de investir será sempre benéfico. A primeira vantagem está no fato de que quem investe é porque consegue economizar. E se há a possibilidade de guardar, dinheiro significa que as contas estão em dia.

Quando se tem o controle da vida financeira e dinheiro economizado no bolso, investir é sempre o melhor caminho. Afinal, melhor do que ter uma quantia guardada, é conseguir aumentar o valor deste patrimônio.