O astrônomo Carl Wirtanen descobriu o cometa que leva seu nome em 1948. Era um especialista caçador de objetos que utilizava fotos do céu noturno para observar esse objeto que se movimenta rapidamente, pelo menos falando do ponto de vista astronômico.

E neste domingo, 16, ele alcançará seu ponto mais próximo ao Sol, o dia em que mais brilhará. Fique ligado no céu no começo da noite! O 46P/Wirtanen é um cometa especialmente ativo – chamado cometa hiperativo – e costuma brilhar mais do que outros cometas de tamanho parecido. Isso o transforma em um bom cometa à observação.

As previsões afirmam que ele terá um brilho de até magnitude 3, um pouco mais brilhante do que a Megrez, a estrela de menor brilho da constelação do Carro.

Para onde olhar

Para observar o 46P/Wirtanen você deve procurar uma região com céu escuro, longe de luzes e das grandes cidades. Ele estará entre a constelação de Touro e o grupo de estrelas das Plêiades.

Touro fica a leste depois do pôr do sol e se movimenta em direção ao oeste durante a noite. Se não puder ser observado a olho nu, binóculos e um telescópio pequeno ajudarão.

Sua localização no céu também significa que é visível para todos, menos nas latitudes extremas mais meridionais. Vamos torcer para que o céu esteja limpo!

Online

Mas quem não conseguir avistá-lo diretamente, poderá acompanhar a passagem pela internet, online, pelo Virtual Telescope Project às 20h no horário de Brasília.

A informação é da Companhia de Observação Cometa Wirtanen, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“O cometa Wirtanen é um dos mais brilhantes que já vimos nos últimos tempos e passará relativamente próximo de nós: cerca de 11 milhões de quilômetros, tornando-se o 20º cometa mais próximo que conhecemos”, disse Gianluca Masi, astrofísico e diretor do Virtual Telescope Project, em entrevista à Newsweek.

O brilho

Os cometas têm duas caudas diferentes: uma cauda de pó e outra de íons e gás. O vento solar e a pressão da radiação afastam as caudas do Sol.

A luz ultravioleta ioniza parte do material da cauda, criando um gás carregado que interage com o vento solar carregado e acaba se dirigindo diretamente ao lado contrário do Sol.

E a cauda de pó não carregada ainda segue a órbita do cometa, o que faz com que seja mais curva. Quando esse processo ocorre, ele se torna brilhante e se transforma em um grande espetáculo aos observadores.