Tatiana Dornelles
Tubarão

O vereador Maurício da Silva, de Tubarão, teve os seus bens bloqueados devido às dúvidas deixadas durante o período em que era o presidente da câmara, em 2006. A promotoria de justiça resolveu, então, bloquear os seus bens até que tudo seja melhor esclarecido. Segundo Maurício, o problema se deu em torno da agência contratada para fazer a intermediação entre a casa e os veículos de comunicação da cidade.

“Todas as documentações da época foram enviadas ao promotor, que me chamou para falar sobre a agência. Há uma lei que exige que a intermediação da câmara com os veículos de comunicação seja realizada através de uma agência. Todos os documentos pedidos foram encaminhados à assessoria jurídica e ao contador. Não temos nada a esconder, pois tudo foi realizado dentro dos conformes”, explica o vereador.

O promotor, entretanto, pediu apenas o valor pago aos veículos de comunicação, o que gerou dúvidas, uma vez que, ao diminuir o que foi pago do contrato com a agência, ele considerou o valor alto, o que resultaria em lucro. Ou seja, o gasto foi inferior ao previsto.

“Contudo, houve outras despesas que não haviam sido encaminhadas, como as referentes ao informativo das sessões de bairro, ao pagamento dos funcionários, entre outros. Uma nova documentação foi enviada, semana passada, e agora aguardo o resultado do promotor. Acredito que, com isso, tudo será explicado”, ressalta.