Amanda Menger
Tubarão

Os três lotes das obras de duplicação da BR-101 que passam pela Amurel não ‘andaram’ entre junho e julho. O relatório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mostra pouca diferença nos trabalhos entre Garopaba e Sangão. O lote 25, entre Itapirubá e Capivari de Baixo, não apresentou diferença nenhuma no comparativo entre junho e julho.

O consórcio Blokos, responsável pelo lote 25, comprometeu-se em voltar ao canteiro quando o governo federal sinalizou os empréstimos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Contudo, ontem, o Notisul percorreu o trecho entre Tubarão e Florianópolis e encontrou apenas uma equipe trabalhando, apenas no lote 24, da Construcap, em Imbituba.

“A empresa disse que voltaria para realizar pequenos trabalhos, que não demandassem investimentos financeiros grandes. Sexta-feira, foi realizada uma reunião em Florianópolis, entre as empreiteiras e representantes do Dnit. Além do empréstimo com o BNDES, há a possibilidade de as construtoras conseguirem recursos com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil, já que a tramitação com estes agentes financeiros é mais fácil e rápido”, explica o assessor de imprensa do Dnit em Florianópolis, Breno Maestri.

No lote 24, entre Itapirubá Norte e Garopaba, as obras evoluíram 250 metros em terraplanagem. Mas o que chamou a atenção neste trecho é o trabalho nos viadutos. O que mais ‘rendeu’ foi o do acesso de Garopaba. Em junho, tinham sido feitos 15% da obra e em julho, passou para 60%. Já no lote 26, entre Capivari de Baixo e Tubarão, a empreiteira Triunfo conseguiu avançar 250 metros de terraplanagem, entre junho e julho.

Nos demais lotes, as obras seguiram quase no mesmo ritmo da Amurel. O destaque é para a escavação do túnel de Morro Agudo, em Paulo Lopes, no lote 23. Em junho, tinham sido perfurados 780 metros; em julho, a obra passou para 830 metros. No total, serão 990 metros. A expectativa é que, até o fim do ano, o trabalho seja concluído.