Na visão dos diretores Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, os bonecos de sucata representam o cotidiano de pessoas comuns, que dependem do lixo para sobreviver em um país de desigualdades
Na visão dos diretores Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, os bonecos de sucata representam o cotidiano de pessoas comuns, que dependem do lixo para sobreviver em um país de desigualdades

Tubarão

 

Um dos mais belos espetáculos da história do teatro catarinense, a peça Livres e Iguais, será apresentada neste domingo em Tubarão. A cena de formas animadas é assinada pelo grupo ‘Teatro sim… por quê não!?’.
 
Baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a peça tem como base a manipulação de bonecos feitos com lixo industrial. Em um cenário lúdico, com sombras obtidas por lâmpadas de automóveis e sons fortes para dar mais dramaticidade, os bonecos manipulados pelos atores retratam a realidade de grande parte da população brasileira. 
 
Na história, os personagens se veem discriminados, em uma situação de caos e longe de ter os seus direitos básicos reconhecidos. A dificuldade do homem do campo que tenta a vida nos centros urbanos, a falta de liberdade de expressão e a violência são temas que também ganham força na peça, que aposta também na poesia e no lirismo para chamar a atenção do público.
 
Na visão dos diretores Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, os bonecos de sucata representam o cotidiano de pessoas comuns, que dependem do lixo para sobreviver e convivem com a falta de moradia e trabalho nos grandes centros urbanos do Brasil.
 
Livres e Iguais faz parte do festival itinerante de repertório que celebra os 25 anos do grupo ‘Teatro sim… por quê não!?’. Na região, a peça será apresentada apenas em Tubarão. O evento, apoiado pelo governo do estado, é livre, gratuito e ocorrerá no Espaço de Artes da Unisul, às 20 horas.