Liliane Dias
Tubarão

 

Na maioria dos assuntos, o isolamento ou mesmo o ‘coronavírus’, fazem parte do tema. Difícil ser diferente se em quase tudo que se fala, as pessoas precisam permanecer isoladas. Nas festividades religiosas não poderia ser diferente e as celebrações de Domingo de Ramos também precisaram ser reinventadas.

Este ano, em virtude das condições em que as pessoas passam as celebrações são realizadas todas por Rádio, TV (no caso da catedral de Tubarão) ou por redes sociais. Padre Rafael Uliano conta que os fiéis estão compreendendo a situação é se adaptando. “Inclusive os idosos, tem netos colocando o celular a disposição, para os avós assistirem as missas. Ao mesmo tempo que, as vezes é chato ficar com as mesmas pessoas sempre, mas é salutar a convivência”, pontua.

Padre Rafael explica que as comunidades não estão tendo missas. Se celebra apenas na matriz e sem povo. Assim, cada paróquia divulga para os fiéis os seus horários e programações, tanto referente ao Domingo de Ramos, quanto das demais atividades que possam ser realizadas de forma remota, ou seja, via internet.

Segundo padre Rafael, muitas pessoas têm colocado ramos nas casas também, e enviando as fotos para publicar nas redes sociais das paróquias. “Foi pedido para as pessoas colocarem os ramos nas portas como sinal de esperança e fé e são abençoados pelos pelo padre através dos meios de comunicação e da mesma forma o povo acompanha”, detalha.

 

Significado da celebração

Para os católicos, Domingo de Ramos, é a celebração da entrada de Jesus em Jerusalém, a cidade onde ele vai morrer. O sacerdote explica que se ‘benzem’ os ramos como sinal da presença de Deus. Assim como se benze um carro, casa, crucifixo”, explica.
Vale ressaltar, que a bênção não torna o objeto um amuleto. “Mas é sinal de Deus para todos que olharem para aquilo que foi abençoado”, explica. Com relação ao hábito de as pessoas guardarem de um ano para outro os ramos, ele explica que é algo abençoado. “Se guarda como sinal proteção de Deus”, finaliza.