O fortalecimento do dólar no exterior manteve a moeda em alta ante o real nos negócios da última hora, com a divisa renovando novas máximas, agora no patamar dos R$ 3,86. Mais cedo, o Banco Central colocou no mercado US$ 2,4 bilhões em leilões de linha. Não houve até agora leilão de contratos de swap cambial. A alta do dólar é acompanhada pelas taxas futuras de juros, que renovaram máximas há pouco.

Às 13h38, o dólar à vista era negociado a R$ 3,8618, em alta de 1,68%. No mercado futuro, a divisa para liquidação em julho avançava 1,67%, aos R$ 3,8625. O Dollar Index (DXY), que mede a variação do dólar ante uma cesta de moedas fortes, subia 0,53%. A alta da moeda americana também é generalizada entre divisas de países emergentes.

Na renda fixa, as taxas vão na mesma tendência do dólar. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 tinha taxa de 9,54%, ante 9,39% do ajuste de ontem. Com a piora dos outros ativos, o Índice Bovespa também se depreciou nos últimos minutos. Há instantes, o índice marcava 70.732,06 pontos, em queda de 0,94%. O recuo não é maior dado o bom desempenho das ações da Petrobrás, que avançam mais de 3%, apoiadas na alta dos preços do petróleo.

Com a proximidade do jogo do Brasil na Copa do Mundo, às 15h, a expectativa dos operadores é de redução drástica do volume de negócios a partir de agora. Segundo os profissionais, em boa parte das corretoras o regime é de rodízio de equipes, com metade dos operadores presentes nas mesas.