O mundo vive uma pandemia com o surto do novo coronavírus (COVID-19): 94.250 pessoas infectadas e mais de 3.214 mortes em pelo menos 80 países. O número de pessoas que teve o vírus e conseguiu se recuperar é bastante alto: 51.026. Os números foram atualizados no fim da manhã desta quarta-feira (4) pela Johns Hopkins University.

No Brasil, o acompanhamento de casos suspeitos podem ser feitos pelo site do Ministério da Saúde. Com 2 casos confirmados, o Governo Federal monitora 488 suspeitos em todos os estados, mais o Distrito Federal.

Em Santa Catarina há 43 casos suspeitos em 16 cidades, entre elas Criciúma, na região Sul do Estado.

Os números assustam e fazem parecer que estamos em um filme de terror, mas o que ninguém te diz é que doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias matam mais que a infecção causada pelo COVID-19.

Dados da Organização Mundial de Saúde, apontam que cerca de 56 milhões de pessoas morreram em 2017 – quase metade delas tinha 70 anos ou mais. A ordem das causas das morte é a seguinte:

1º – Doenças Cardiovasculares

2º – Câncer

3º – Doenças Respiratórias

4º – Infecções de vias aéreas (onde se encaixa o coronavírus)

5º – Demência

6º – Doenças Digestivas

7º – Morte Neonatal

8º – Doenças Diarreicas

9º – Diabetes

10º – Doenças do Fígado

Afinal, o que é o coronavírus?

Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Sem motivo para pânico

O médico infectologista de Tubarão, Rogério Sobroza de Mello, diz que o Brasil está em uma fase tranquila em relação a infecção com o coronavírus, mas o estado de alerta deve ser constante. “Não precisa ter uma preocupação em demasia, nem medo. Mas é importante prevenir. Cuidar ao tossir, higienizar bem as mãos, ficar atento às pessoas com sintomas de doenças infecciosas”, explica.

Apesar de monitorar apenas 43 casos suspeitos, o governo do Estado sabe que o número vai aumentar, o que não quer dizer que teremos casos confirmados do coronavírus, é apenas precaução.

De acordo com o Secretário de Saúde de Santa Catarina o Estado Helton de Souza Zeferino, não há motivo para usar máscaras nas ruas. E diz que o plano de contingência para pacientes suspeitos é eficaz, tem como base os países que já lidam com a pandemia e já apresentam redução nos casos de contaminação.

“Local de máscara são as unidades de saúde para proteger quem de fato está em risco. Os casos suspeitos onde o quadro de saúde não é grave serão tratados em casa, como tem sido na Europa, Ásia. Casos de isolamento é só para pacientes graves. Em Santa Catarina quem passar por um estágio gripal vai ser encaminhado para em casa e tomar os cuidados devidos. Depois de alguns dias volta ao convívio social. Se piorar, volta para o hospital”, esclarece.

Outras doenças que preocupam

Conforme Sobroza, é preciso estar atento também a outros vírus que também são transmitidos da mesma maneira que o coronavírus.  ” O sarampo precisa de atenção, febre amarela também, porém, são fáceis de prevenir porque têm vacina, o coronavírus não”, comentou.

De acordo com o Secretário de Saúde de Santa Catarina o Estado Helton de Souza Zeferino está em alerta por conta do coronavírus, mas entende que há outras prioridades sanitárias. “Continuamos tendo surto de sarampo, febre amarela,  e não podemos entender que toda a rede de saúde vai estar lotada por coronavírus”, define.