Cíntia Abreu
Tubarão

Na opinião de muitas pessoas, a vida é como um livro, cada dia escrevemos uma nova página, onde somos os personagens e ao mesmo tempo autores. A diferença da literatura e da vida é que somente no dia de amanhã saberemos como será o próximo capítulo.

E nessa vida de contar a própria história paramos para pensar em alguns ditados antigos e bem úteis para o momento: ‘faça o bem sem olhar a quem’; ‘o mundo dá voltas’; ‘o que a mão direita faz a esquerda não precisa ficar sabendo’. E por aí vai. Todos estes pensamentos encaixam-se no ato simples de doar sangue.

Seu Edvaldo Gomes Serafim, 53 anos, cidadão tubaronense, pai de três filhos e casado há cerca de 22, desde que o seu pai precisou de sangue após uma cirurgia, tornou-se voluntário na unidade coletora em Tubarão, sem nunca pensar que um dia precisaria de doadores. “Há 60 dias, comecei a sentir dor próximo aos rins e, com uma bateria de exames, o médico detectou um tumor, que já afetou um rim. Por isso, preciso realizar uma cirurgia para a retirada do câncer e de um de meus rins”, conta.

A dificuldade enfrentada por Serafim sensibilizou Kellen Karina da Silva, amiga da família, que criou uma corrente via e-mail para arrecadar doadores de sangue para ele. “Somos amigos há dez anos e acredito que quanto mais sangue o Hemosc receber melhor, independente de quanto seu Edvaldo irá precisar, pois nunca sabemos se amanhã não será um de nós que iremos precisar. O e-mail está dando resultado, alguns amigos o responderam contando que já realizaram a doação”, ressalta Kellen.

Se tudo correr bem, seu Edvaldo será operado no próximo dia 15, para a retirada do câncer denominado sarcoma maligno (tumor maligno que se origina nas células primitivas mesenquimais do osso – Osteossarcoma -, tecido fibroso, músculo, nervo ou cartilagem).