Os três projetos - do adoçante, do tablet e da bisnaga biodegradável - foram apresentadas no lançamento do Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, cuja exposição ocorreu em Brasília  - Fotos: Miguel Ângelo Pinheiro/Fiesc/Notisul
Os três projetos - do adoçante, do tablet e da bisnaga biodegradável - foram apresentadas no lançamento do Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, cuja exposição ocorreu em Brasília - Fotos: Miguel Ângelo Pinheiro/Fiesc/Notisul

Tubarão

 
A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da educação, Aloízio Mercadante, demonstraram muito entusiasmo com os projetos catarinenses expostos na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Dilma carregou consigo pacotes do adoçante Meu Sabor, desenvolvido pelo Senai de Itajaí, e exemplares da bisnaga biodegradável, criada pelo sistema de Criciúma. Ela quer que os dois produtos esteja presentes na reunião da comissão Rio+20.
 
Além disso, Dilma e Mercadante fizeram vários questionamentos a respeito do conteúdo didático para tablet, produzido pelo Senai de Tubarão. O interesse foi tanto, que Mercadante pediu os contatos do presidente do sistema Fiesc, Glauco José Côrte, para continuar as conversações. 
 
O projeto do Senai de Tubarão tem o objetivo de criar livros eletrônicos. É possível, por exemplo, assistir a vídeos dentro dos ebooks, interagir com imagens e fazer exercícios com correção instantânea. 
 
Os recursos facilitam outras aplicações, como a realidade aumentada e apostilas interativas. Ao estudar o funcionamento, por exemplo, de um motor, os alunos podem abrir e observar as peças a partir de imagens 3D.
 
A escola tubaronense é uma das primeiras no país a adotar o recurso como ferramenta de ensino e a desenvolver materiais didáticos interativos, próprios para os tablets. O projeto não está focado apenas na tecnologia, mas também na metodologia para utilizá-la da melhor forma no processo de ensino-aprendizagem.
 
Bisnaga biodegradável também chama a atenção
A presidenta Dilma Rousseff demonstrou grande interesse pela bisnaga biodegradável, desenvolvida pelo Senai em Criciúma para a C-Pack, de São José. O produto diferencia-se dos demais que estão no mercado, pela rapidez com que se decompõe. 
Os polímeros usados hoje para embalar cosméticos duram mais de um século, enquanto a nova embalagem da C-Pack, produzida com resinas do milho, cana-de-açúcar ou batata, desaparece em alguns meses. 
Empolgado, o ministro da educação Aloízio Mercadante Mercadante defendeu a obrigatoriedade do uso de embalagens biodegradáveis. Com isso, é possível que a União alavanque o projeto catarinense.
A exemplo da bisnaga, Dilma levou também alguns pacotes do adoçante Meu Gosto, lançado pela Sachê & Sachê, de Indaial, e desenvolvido em parceria com o Senai de Itajaí. O adoçante é feito à base de taumatina e não deixa gosto residual.
Outro projeto do Senai catarinense que chamou a atenção da presidenta e dos ministros do desenvolvimento, indústria e comércio exterior, Fernando Pimentel, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, foi o aplicativo para tablet como meio de comunicação para pessoas com deficiência.