Zahyra Mattar
Capivari de Baixo

Não há prazo para o Ministério Público (MP) de Capivari de Baixo manifestar-se em relação ao uso de diárias feitas pelos vereadores. Os 351 pedidos efetivados no ano passado são analisados individualmente. O MP tem prazo de um ano para terminar o inquérito, mas a promotora Maria Modesto Rebello garante: terminará muito antes disso.

A verificação feita pelo órgão foi iniciada em agosto, após a divulgação dos gastos com diárias feitos pelos vereadores em todos os municípios catarinenses, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O caso de Capivari chamou a atenção porque a câmara da cidade foi a terceira, em toda Santa Catarina, que mais gastou com diárias em 2009. Foram R$ 283.309 mil em viagens e cursos de qualificação para vereadores e funcionários do legislativo.

O montante seria suficiente, por exemplo, para construir 22 casas populares. Além do valor considerável, a cifra também chama a atenção pelo fato do município ter renda per capita de R$ 7,43 mil e estar entre as 15 cidades com o menor PIB do estado. “Se houve irregularidades, encontraremos. E os responsáveis serão apontados. Levará tempo, mas a sociedade terá uma resposta sobre o caso”, promete a promotora.