O presidente João Batista de Andrade leu, ontem, em plenário, o decreto que abre a comissão processante que analisará os indícios contra a assessora parlamentar Cynara Guimarães Antunes.
O presidente João Batista de Andrade leu, ontem, em plenário, o decreto que abre a comissão processante que analisará os indícios contra a assessora parlamentar Cynara Guimarães Antunes.

Zahyra Mattar
Tubarão

A sindicância interna aberta pela câmara de vereadores de Tubarão para apurar a participação da assessora parlamentar Cynara Guimarães Antunes no episódio que ficou conhecido como o escândalo das diárias sugeriu que seja aberta uma comissão processante para averiguar e penalizar a servidora.

O relatório formulado pelos servidores efetivos da casa Emerson Cardoso, Eduardo Lopes Netto e Maria Izabel Bernardini, concluiu que as denúncias feitas no dia 7 de agosto pelo programa Fantástico são verídicas. Por meio de decreto lido ontem em plenário, o presidente do legislativo, João Batista de Andrade (PSDB), instaurou oficialmente a comissão processante.

O grupo será novamente formado por dois servidores efetivos. Agora, eles analisaram os indícios de mau uso do dinheiro, delineados no relatório da sindicância. “Eles irão apurar estes indícios e farão as conclusões. Podem haver duas: ficar provado que a servidora é inocente das acusações que lhe pesam, ou julgar culpa. Neste caso, o grupo deverá especificar quais as penalidades”, detalha Batista.

Conforme o artigo 5º da lei 3.511, de 22 de julho deste ano, Cynara poderá receber uma advertência verbal ou escrita, ser suspensa ou exoneração de sua função. Este último recurso é previsto no artigo seguinte, onde ficam descritas as infrações passíveis de demissão. Uma delas é justamente a “lesão aos cofres públicos”. Desde agosto, o Notisul tenta conta com Cynara, mas ela nega-se a prestar declarações.