#Pracegover Foto: na imagem há uma mulher sorrindo e dois quadros
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Anualmente, desde 2000, no dia 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Data definida para mobilizar e motivar as denúncias de violência e abuso, e também oferecer informações para que os pais e protetores consigam reduzir os casos e manter os jovens mais seguros. Um dos maiores fatores de risco para a saúde mental de crianças e adolescentes, são os maus tratos, que podem ocorrer por negligência, abuso físico e sexual ou psicológico.

“Historicamente a sociedade acostumou a conviver e a ter na violência algo que fundamenta as relações, buscando resolver conflitos através da violência. Neste contexto, ainda hoje, acredita-se que para disciplinar uma criança, pode-se usar da violência. Situação que acontece em todas as classes sociais. Em muitos estados, as maiores ocorrências são de violência doméstica, que por se tratar de um ambiente privativo, muitos não denunciam”, alerta a psicóloga e psicopedagoga do Complexo Médico Provida, em Tubarão, Sandra Regina de Souza Cruz (CRP-12/09443 / ABPpSC 176/2002)

Conforme Sandra, as vítimas de violência tendem a minimizar a questão, por se julgarem saudáveis. A tolerância à violência se torna então, uma das piores consequências dos maus tratos, ao aumentar as chances de tratar outras pessoas e os próprios filhos também com violência. O abuso psicológico prejudica o desenvolvimento emocional e a percepção de auto valor.

“Lembrem-se, às palavras de menos-valia dirigidas às crianças, interferem no desenvolvimento emocional delas. Por exemplo, quando um adulto auxilia uma criança nas atividades da escola, diz a ela: “sua burra, não sabe nada”; “sua tansa, presta atenção.” ou “idiota, não sabe”. Uma criança espancada, abusada, ameaçada, dificilmente vai acreditar que é amada. É na adolescência e na fase adulta, que os menores que sofreram maus tratos, têm maior chance de cometer crimes, autolesão, ser preso e cometer suicídio”, ressalta a psicóloga.

Orientação

Sandra orienta os adultos a ficarem atento às mudanças de comportamento dos filhos, com dificuldades para dormir, falta de apetite, agitação, choro excessivo, tristeza em demasia, isolamento familiar e outras alterações. Importante, também, incentivá-lo sempre ao diálogo.

“Os maus tratos violam os direitos humanos das crianças que, com o isolamento social e fechamento das escolas, não são percebidos por outras pessoas. Não banalize a violência, ela não é normal”, completa.

18 de maio

Data não escolhida aleatoriamente. Marca o dia de um crime bárbaro que chocou o Brasil, em 1973, quando a menina Araceli Cabrera Sanches, de apenas oito anos de idade, no Espirito Santo foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O crime ficou impune.

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Fonte: Próvida