Zahyra Mattar
Tubarão

A beleza do passado pode ter se esvaído do Rio Tubarão, especialmente na região central da cidade, onde o aspecto (e nem o cheirinho) do Tubarão não é dos melhores, mas ainda é possível reverter a situação.

E o caminho para isso tem nome e apelido: Plano Municipal de Água e Esgoto, o Pmae. Tubarão, a cidade, tornou-se exemplo para Santa Catarina quando confeccionou o seu cronograma de gestão da água, em 2007. Tanto que, hoje, a unanimidade dos municípios catarinense aguarda o desfecho da análise do plano no Tribunal de Contas do Estado (TCE), para, cada qual, concretizar o seu.

A prefeitura de Tubarão lançou a licitação para concessão dos serviços de água e esgoto em março de 2008, mas foi impedida de abrir os envelopes com as propostas das três empresas participantes. Há dois anos, o TCE concedeu liminar e suspendeu o processo.

Agora, falta apenas um ‘passo’ para tudo ser resolvido. A ação já está na ‘mão’ da procuradoria. Basta um parecer para a matéria ir a plenário. “O Pmae é a grande esperança que temos para solucionar os graves problemas que temos em relação à água. É possível que até o fim do mês tenhamos uma resposta mais concreta”, vibra o superintendente geral da Agência Reguladora das Águas de Tubarão, Afonso Furghestti.

Com o processo julgado e a retomada da licitação, o município colocará em prática um dos melhores projetos já pensados às questões ambientais. “Seja a gestão atual ou a próxima, não importa. Com o Pmae, em dez anos, no máximo, teremos um outro rio. E devemos isso às gerações futuras e a nós mesmos”, poetiza Afonso.