Tubarão

Nesta terça-feira  é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, estabelecida em 2007, tem por objetivo difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica. Os transtornos do espectro autista (TEA), como o próprio nome sinaliza, englobam uma série de diferentes apresentações do quadro, que têm em comum: maior ou menor limitação na comunicação, seja linguagem verbal e/ ou não verbal; Na interação social; Comportamentos caracteristicamente estereotipados, repetitivos e com gama restrita de interesses.

A psicóloga de Capivari de Baixo, Roberta Rodrigues Costa, é mãe de um menino autista. Ela destaca que a criança é tudo que ela sempre sonhou.  “Meu filho é o melhor de mim. É tudo que sempre sonhei.  Ele é especial! Infelizmente aprendi que o mundo é cruel com as pessoas especiais. Na verdade sempre foi. Desejo um mundo onde as pessoas não digam que amam a humanidade e não consigam fazer o que está ao seu alcance para melhorar a vida do próximo. Estou em pedaços e ainda me acostumando com a luta que é ser mãe de autista. Lutar por equidade e sofrer tanta humilhação por solicitar um direito”, pontua.

Roberta conta que a sua luta atual é alcançar a redução da carga horária de duas horas diárias (possível de acordo com a lei municipal) para conseguir acompanhar o seu  filho durante as terapias e fazer as estimulações necessárias em casa. “Me qualifiquei para isso e faço muito esforço para pagar o tratamento que não é fornecido pelo SUS. No entanto, o plano de saúde não conta com esses profissionais. Tudo isso me afeta emocionalmente e fisicamente. Muitas vezes fico debilitada. Mas, meu amor por meu filho me levanta e me faz ter orgulho de quem sou! Eu sou a mãe do Fernando, meu anjo azul”, enfatiza.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição resultante de uma complexa desordem no desenvolvimento cerebral. Engloba o autismo, a Síndrome de Asperger, o transtorno desintegrativo da infância e o transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado. Acarretando, assim, modificações importantes na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil, mas até hoje nenhum levantamento foi realizado no país para identificar essa população.

O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, terapias e medicamentos e é claro, muito amor podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias. O autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de comunicação e interação com a sociedade. Após o diagnóstico, os pacientes devem fazer uma série de tratamentos e habilitação/reabilitação para estimulação das consequências que o autismo implica, como dificuldade no desenvolvimento da linguagem, interações sociais e capacidades funcionais. Essas características demandam cuidados específicos e singulares de acompanhamento ao longo das diferentes fases da vida.