Amanda Menger
Tubarão

No século 19, milhares de pessoas morreram em decorrência do bacilo de Koch, transmissor da tuberculose.
Há 125 anos, a doença foi reconhecida e há 50 o tratamento tornou-se eficaz. Atualmente, a tuberculose preocupa os órgãos de saúde e os registros impressionam, principalmente pelas formas reincidentes da doença. Exatamente por isso, a 20ª regional de saúde, em Tubarão, deu início ontem, Dia Mundial de Combate a Tuberculose, a uma semana dedicada a esclarecimentos sobre o tema.

“As pessoas precisam se conscientizar que o diagnóstico precoce e o tratamento possibilitam a cura. Não deveríamos mais registrar casos de morte por causa da tuberculose”, adverte o coordenador regional do programa de tuberculose, João Paulo Martins Costa.

Em 2007, foram registrados 1.501 casos de tuberculose em Santa Catarina, 47 deles em Tubarão. Isso significa que no estado, a cada 100 mil habitantes, 25 pessoas são contaminadas por ano. Os números são considerados “aceitáveis”, mas a intenção é diminuí-los.

“Esperávamos este índice, ainda mais devido ao surto que ocorreu no presídio regional, o que já foi controlado”, relata. Cinco óbitos foram registrados na região. “Nem todos são decorrentes exclusivamente da tuberculose. Estes pacientes estavam em tratamento e alguns deles foram em decorrência de complicações da Aids”, revela João Paulo.

O coordenador do programa ressalta que a doença não tem maior incidência durante o inverno, porém, é nos períodos de frio que o diagnóstico é mais freqüente. “Isso porque as pessoas têm tosse prolongada e procuram um médico para tratar uma gripe e descobrem a tuberculose. Além disso, o fato de ficarem em local fechado facilita a transmissão, que ocorre pelo ar”, argumenta João Paulo.