#Pracegover foto: na imagem há 4 pessoas, uma mesa e utensílios de cozinha
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Comemorado todos os anos em 9 de Novembro, o Dia Mundial da Adoção foi iniciado nos Estados Unidos. O intuito era chamar a atenção para o assunto de maneira a dar ênfase na importância na adoção de crianças e adolescentes. A data também tem como finalidade dar apoio e suporte para as famílias que realizaram a adoção e conscientizar a população sobre este assunto que necessita estar em pauta frente à sociedade.

Nesta terça-feira (9), o Notisul trouxe três histórias emocionantes sobre adoção, uma delas de um bebê de 7 meses e atualmente tem 1 ano e 9 meses, um menino de 7 anos, que há cinco reside em um novo lar com seus pais e um irmão mais velho. Também há um relato de um casal de docentes que sempre sonhou em adotar uma criança, porém  acabou trazendo para si, a responsabilidade de cuidar de dois irmãos biológicos que na época tinham 9 e 14 anos. Esses meninos, nasceram em São Paulo e, tinham uma irmã biológica que foi adotada por uma professora e seu esposo de Tubarão. Mesmo a menina e os dois meninos morando em casas separadas, as amigas, docentes e comadres fazem questão que os três irmãos cresçam juntos.

Ainda falando desse amor sem medidas, de um pai e mãe para um filho, vamos contar a história nesta quarta-feira (10) do casal Karla da Rosa Lapolli, 30 anos e Michel Ramos Corrêa, 40 anos, do filho biológico Caio Bernardini de Souza Corrêa, 14 anos, e do filho que nasceu do coração, Pablo Henrique Lapolli Corrêa, 10 anos. “Optamos pelo que denominamos de adoção tardia. O nosso perfil era o de uma criança entre 3 e 10 anos. Essa opção se deu porque as razões pelas quais queríamos adotar eram justamente por entendermos que os laços de amor são formados por outras razões que não são biológicas e, porque, com essa idade, o nosso caçula poderia ter maior proximidade com nosso filho mais velho que já tínhamos. O Pablo Henrique chegou com 9 anos, enquanto o seu irmão tinha 13 anos na época”, conta Karla.

Ela lembra que o casal ficou aproximadamente quase 4 anos, no aguardo pelo filho que chegaria um dia. Eles contam o período de processo para habilitação e o de já habilitados. Durante esse tempo, Karla pontua que costuma comparar a sensação de uma gravidez em razão da expectativa quanto à chegada do filho, e, da mesma forma, imaginava como seriam as suas características e sua personalidade. “O tempo de espera para mim foi ao mesmo tempo duro, porque queríamos o nosso filho logo preenchendo a nossa família, porém, ao mesmo tempo doce, porque a nossa imaginação estava sempre recheada de pensamentos de como seria o nosso filho”, explica.

Karla, que é advogada, destaca que há comentários ou informações que na adoção as pessoas não geram os seus filhos, mas os reconhecem. Segundo ela, não existe uma explicação racional para isso, mas quando viram o menino pela primeira vez, foi exatamente isso que o casal sentiu, a sensação de reconhecimento. O entrosamento foi imediato, e é claro que os laços familiares só se formaram com o convívio, porém, o sentimento de afinidade foi imediato.

Ela pontua que a sua família foi formada pela adoção porque em seus corações, eles tinham a clareza de que os laços familiares e de amor são formados pela cumplicidade, pelo companheirismo, pela segurança, pela presença e não pela questão biológica. Assim como as crianças acolhidas são filhos esperando por seus pais, o casal percebeu que eram pais dispostos a reconhecer o seu filho, não precisando gerá-lo para senti-lo como seus.

Segundo Karla, Pablo Henrique assim como o filho mais velho Caio são as suas maiores alegrias na vida e ambos tornam a sua família especial exatamente como ela é. “Embora o processo tenha sido lento e demandado muito estudo e pesquisa, faríamos tudo novamente, quantas vezes fosse preciso para poder ter nosso pequeno conosco. Porque em todos os momentos, sejam desafiadores ou de felicidade, sentimos forte em nossos corações que essa foi a melhor decisão que poderíamos ter tomado”, assegura.

Assim como a maternidade/paternidade que vem pela gestação, Karla destaca que não se pode romantizar a adoção como algo fácil. O processo até a habilitação é lento e o período em que se aguarda pela criança tão desejada é ainda maior. “Ainda, como na maternidade/paternidade biológica, a cada dia as crianças nos apresentam novos desafios a serem superados, e, no caso da adoção, adicionados quase sempre por traumas, rejeições e consequências de uma vida de violência. Mas, novamente como para o filho biológico, cada desafio superado, cada conquista alcançada é como sentir um pedacinho do céu, o sentimento mais doce que eu poderia descrever”, finaliza.

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