#Pracegover foto: na imagem há dois homens
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Nada como sair do salão com aquele cabelo cortado, na última moda e pronto para ir a uma festa, escola/universidade ou trabalho, não é mesmo? O cabeleireiro é o profissional responsável por ‘dar um trato’ em nosso visual. Nesta quarta-feira (3)comemora-se o Dia Nacional do Cabelereiro. A data é celebrada no Dia de São Martinho de Porres, padroeiro do (a) desse (a) profissional.

Em Tubarão, o cabelereiro Valdemar Fernandes Braga, 76 anos, do Braga Cabelereiros, é um dos pioneiros na região. O profissional iniciou ainda muito jovem, com 17 anos, na profissão e seguiu no ofício até o início do ano passado, quando precisou se afastar devido a pandemia da Covid-19.

De acordo com o Reinaldo Braga, 49 anos, filho de Valdemar, o pai trabalhava na lavoura, mas queria desempenhar desde sempre outra função. “Ele deixou os trabalhos com agricultura e queria aprender a cortar cabelos. Ele aprendeu o ofício com um amigo do meu avô, o seu Antônio Cristina. Em 1962, o meu pai começou a trabalhar como empregado em algumas barbearias do município”, conta Reinaldo.

Entre os anos de 1962 até 1969 ele trabalhou em diversas barbearias. Em 1969, Valdemar resolveu fundar o Braga Cabelereiros. “Na época ele revolucionou e foi muito criticado pelos colegas, porque era Braga Cabelereiros e não Barbeiros. Na ocasião quem era cabelereira (o) era mulher ou homossexual. Ele convidou o seu irmão, Lourival Braga para trabalhar no local”, expõe.

Com a enchente de 1974, Valdemar foi para São Paulo e no Estado apendeu várias técnicas e posteriormente quando voltou para Tubarão passou a utilizar as inovações na Cidade Azul. Entre as inovações na estética capilar foi o atendimento com o horário marcado no início dos anos de 1980. “Na época os telefones eram caros, estavam pelo valor de um carro 0K. Ele passou a sofre um certo preconceito porque as pessoas achavam que estava se achando muito. Quem trabalhava com horário marcado era só médico. Meu pai acabou perdendo vários clientes. Ele já pensava diferente. Atualmente 90% dos profissionais atende com horário marcado”, pontua.

Reinaldo lembra que entre o pai inovou ao adquirir em São Paulo, as cadeiras elétricas. Antes na região as cadeiras eram hidráulicas. “Ele fez uma história muito linda no Sul do país e estamos buscando dar continuidade na história que ele iniciou”, assegura.

No local passaram muitos profissionais que aprenderam toda a técnica com o homem de 76 anos. Além do estabelecimento Braga Cabelereiros, na rua quinze de novembro, nº 89, no centro de Tubarão, há outros estabelecimentos como o nome Braga na Cidade Azul. No comercial próximo à Catedral Diocesana de Tubarão, um dos filhos de Valdemar, Reinaldo Braga e dois netos de Valdemar e descendentes de Reinaldo, Ryan Braga e Savas Braga comandam o salão com mais de 50 anos.

Na Vila Moema há dois estabelecimentos com DNA Braga, um filho e um neto de Valdemar. Além disso, há profissionais que se aposentaram no local e posteriormente abriram o seu estabelecimento comercial em seus bairros, como é o caso de um cabelereiro que desempenhou a função por décadas.

Atualmente, o mercado de trabalho é bastante promissor para quem pretende investir. Quanto melhor a capacitação do cabeleireiro, maiores são as chances de obter êxito na profissão. Além de grande aprofundamento no universo dos cabelos, o bom profissional deve manter-se atualizado, assim como possuir habilidades em administração de pequenas empresas.

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