#Pracegover foto: na imagem há uma cruz
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O Dia de Finados, celebrado nesta terça-feira (2), é uma data para relembrar e homenagear as pessoas queridas que faleceram. Para deixar os cemitérios prontos para receber os visitantes, muitos familiares dedicaram o seu tempo nos preparativos finais em vários locais na Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel).

Desde o início da semana passada, os cemitérios da região receberam pessoas que foram decorar e limpar túmulos. Este ano, por causa da pandemia, quem for ao cemitério visitar o túmulo de seus entes queridos terá que seguir algumas recomendações higiênico-sanitárias, como o uso obrigatório de máscara, por exemplo.

No Brasil, o Dia de Finados envolve as orações e intenções por quem já faleceu. As pessoas visitam os locais em que os seus familiares e amigos foram enterrados, limpam os túmulos e os decoram com flores. As velas também fazem parte desse momento, como representação da luz para as almas, que as guiará para um bom caminho. Há também quem prefira fazer as orações em casa e reservar o dia para refletir e meditar a respeito dos falecidos.

O Notisul entrou em contato com representantes de diversas religiões, que explicam o significado da data de acordo com suas crenças. Em todas elas, o dia representa não a perda, porém esperança do encontro com Deus.

Conforme o pároco da Paróquia de São João Batista, em Capivari de Baixo, o padre José Eduardo Bitencourt, antes de falar do Dia de Finados, é fundamental falar do dia de todos os santos que precede a festa ou solenidade de oração pelos fiéis falecidos. “Diz Jesus no Evangelho de São João capítulo 6 versículo 39. ‘É da vontade do Pai que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia’. Por isso, a igreja católica de longa data celebra e honra todos aqueles que faleceram, confiando os a misericórdia do pai”, pontua.

Segundo ele, ir ao cemitério, levar flores ou acender velas representa além do carinho, gratidão e respeito pelos falecidos, a fé na ressurreição da alma. “Fomos feitos para o céu, porém todos passaremos pela ‘porta’ da morte. Transformemos o Dia de Finados num momento de saudade, alegria, esperança e fé. Em tempo: A Missa é a oração mais poderosa que temos, tanto para os vivos aqui, quanto para os vivos na eternidade”, enfatiza o padre Eduardo.

De acordo com o pastor Hugo Vinícius, da igreja Batista de Capivari de Baixo, os cristãos evangélicos não celebram a data. “Respeitamos o posicionamento de cada um, mas não orientamos como há uma tradição na igreja católica de levar velas e flores, por exemplo. Alguns levam por causa da tradição e aproveitam esse momento para dar uma faxina, uma geral nos túmulos, mas nós celebramos a vida e não a morte. O catolicismo tem uma crença, os espiritas creem em vida após a morte é a questão da crença. Cremos que Cristo morreu, ressuscitou e está vivo a destra do pai. Cremos que Jesus morreu e ressuscitou por todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Cremos que ali está a matéria, ela foi sepultada. Não temos de fato esse costume de cultuar, fazer aquele culto para a pessoa. Entendemos que o espirito tem o destino eterno. Se a pessoa crê em Jesus Cristo há a salvação em Cristo Jesus”, assegura.

Os seguidores da doutrina Espírita não cultivam a data e não fazem nenhuma celebração no Dia de Finados. Para eles, a morte não existe. É apenas a transição para o “espírito imortal. O palestrante espirita, Rodrigo Sales, destaca que o espiritismo ensina que a morte não é o fim, e mostra que somos espíritos imortais vivendo momentaneamente uma experiência num corpo físico, para o desenvolvimento do ensinamento do amor. “O amor para consigo, para com o próximo, para com Deus. É muito natural que, na vida, encontremos pessoas que sejam tão especiais que se tornam inesquecíveis, e na hora em que essas pessoas partem, sintamos saudade. Mas guardemos a certeza que ninguém morre, e no outro lado da vida, no mundo espiritual, nós iremos nos reencontrar, na certeza de que as memórias afetivas e o amor sobrevivem a morte e ultrapassam todas as fronteiras”, observa.

Para os umbandistas, a morte é um ponto de transcendência do estado físico para o espiritual. No candomblé, esse dia é para reverenciar a ancestralidade e todos os entes queridos que partiram para o Reino da Glória, chamado de Órun Rere. Como os católicos, os candomblecistas visitam os familiares e amigos nos cemitérios – que eles chamam de campos santos – colocam flores, velas e realizam rezas.

Já os judeus encaram a morte como algo natural. Existe o luto, entretanto, não se fala de perda, e sim de tudo o que a pessoa conquistou e foi durante a vida. No Judaísmo o funeral é feito de um dia para o outro. No budismo, a morte é apenas uma passagem, significa o (re)começo para uma próxima vida. O budista crê que a vida não acaba e por isso, eles se preparam para a hora da morte – para que essa passagem da vida seja feita calmamente, de forma tranquila e serena.

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