Tubarão

No catolicismo, São Jorge. Nas religiões de matriz africana, ele pode ser Oxossi ou Ogum. No dia 23 de abril os ‘crentes’ das duas vertentes religiosas imortalizaram o homem da região da Capadócia que matou o dragão para ficar com a princesa. Deixando a lenda à parte, São Jorge, Oxossi ou Ogum é um dos santos ou orixás mais venerados nas duas religiões, por ser considerado guerreiro, protetor, forte e também irradiador da fidelidade.

Em comemoração ao Dia de Culto aos Orixás, lembrado nesta data em Tubarão, foi instituído a Lei 1.608/2016, de autoria do vereador Paulo Henrique Lúcio, o professor Paulão. De acordo com o parlamentar, Ogum foi escolhido por representar a lei na cidade, por ter como elemento o ferro, atuação nos trilhos, já que o município é cortado pela Ferrovia Tereza Cristina. Além disso, ligado aos ofícios de ferro e fogo, na Cidade Azul há trabalhadores como ferreiros, por exemplo.

“Neste dia comemoramos a festa orixá São Jorge, o Ogum. Ele é o orixá da prosperidade, da ferramenta e da agricultura. Este é um ano de muita batalha, luta, porém será um tempo bom”, expõe o Pai Alexandre de Ogum Adiolá.

Conforme os historiadores, o culto aos orixás iniciou no Brasil nas senzalas, enquanto os negros eram aculturados e catequizados por padres católicos. Para enfrentar os donos das fazendas e os padres católicos, os negros colocavam uma imagem de São Jorge no altar e o louvor era feito em ioruba para Oxossi. 

No catolicismo, São Jorge é considerado o santo da fidelidade, da luta, da fortaleza. É um dos santos originários do Exército, das armas. De acordo com a tradição, é um dos santos mais venerados. O santo é padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extraoficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros, do S.C Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro.