Na primeira data especial do varejo após a retomada gradual das atividades, a crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19 tornou previsível a queda no volume de vendas no comércio catarinense, incluindo Tubarão, no Dia das Mães. A retração das vendas, no entanto, foi menor que a projetada.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Rafael Gomes Silvério, a abertura do comércio decretado pelo governo do estado foi essencial para se evitar um colapso maior no setor varejista. “Se não tivesse ocorrido, é complicado avaliar o que estaria acontecendo com a continuidade do fechamento de lojas. Muitos empreendimentos fechariam suas portas e o número de desempregados seria ainda maior”, avalia.

Segundo ele, o empreendedor catarinense está exibindo sua capacidade de se reinventar e de criar formas para sensibilizar o consumidor. Na análise do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, Ivan Tauffer, a queda era inevitável, mas ficou abaixo das estimativas.

A entidade, que representa 209 CDLs no estado, apurou junto aos principais associados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/SC) as vendas no crediário na semana que antecedeu o Dia das Mães e registrou uma redução de 13,6% em relação ao mesmo período de 2019.

O levantamento também identificou uma queda de 14,6%, quando comparados apenas os dias do final de semana da data festiva com o mesmo período no ano anterior. As vendas parceladas em carnês prosseguem como uma modalidade de pagamento preferida entre os catarinenses e que sofreu um revés menor que as demais formas (à vista ou cartão de crédito).

Os próximos meses representarão o maior desafio da história do varejo. Todos terão que se reavaliar integralmente e inovar como jamais o fizeram. O papel das CDLs será ainda mais importante neste cenário, oferecendo os meios para que os lojistas possam se reinventar.