Wagner da Silva
Grão-Pará

O tempo parece não colaborar, mas o que vale mesmo é a realização do sonho do empresário Lauro Veronezi, de Grão-Pará. Ele construiu um aeroporto particular para pequenos aviões, na comunidade de Capivaras do Meio, no interior do município, e inaugura o empreendimento hoje.

O primeiro pouso na pista de 750 metros, construída com recursos próprios, ocorreria hoje, com um Sêneca 6, mas o mau tempo mudou a programação. Nada que abale a motivação do empresário, hoje morador de São Paulo. Ele investiu os últimos 27 anos de sua vida para realizar este desejo.
A notícia de que Grão-Pará teria um aeroporto particular gerou muitos comentários na cidade, principalmente pela oportunidade de negócio que o empreendimento poderá gerar. Apesar do apoio, alguns familiares de Lauro ainda consideravam a ideia uma loucura.

Um exemplo são os sobrinhos Nelson Dorigon Veronezi, 40 anos, e Nilcéia Aparecida Veronezi, 39. “Ele começou a comprar terra e, ao vermos que o negócio era sério mesmo, começamos a fazer de tudo para ajudá-lo”, conta Nelson. Com o aeroporto, Lauro pretende voltar a residir em Grão-Pará, já que agora terá meios para se locomover mais rapidamente.

Empreendimento poderá
contribuir com desenvolvimento
do ecoturismo na região

O empresário Lauro Veronezi explica que o seu interesse em construir a pista de pouso é restrito a fins particulares. Por outro lado, ele avalia que o empreendimento poderá ser uma forma de fomentar o turismo na região. “Por enquanto, o aeroporto será usado para receber amigos. Mas podemos, no futuro, colaborar com o desenvolvimento do ecoturismo”, incentiva Lauro.

Apesar da finalidade particular do aeroporto, o empresário acredita que encurtar a distância existente entre os grandes centros e a região é interessante. Ele não descarta a alternativa de investir de forma comercial no empreendimento. “São Paulo possui a segunda maior frota de helicópteros e aeronaves do mundo. Pessoalmente, posso afirmar que ficarei muito satisfeito em sair de São Paulo e vir pescar no meu açude em Grão-Pará com apenas duas horas de voo”, valoriza.

Lauro já pilotou diversas aeronaves e confessa que pousar em sua terra natal é um sonho que se realiza. Tanto que colocou o nome do aeroporto de Francisco Veronezi. “É uma homenagem ao meu pai, um desbravador desta região”, destaca, com orgulho.
Segundo Lauro, o pequeno aeroporto não necessita de licença dos órgãos reguladores. “Isto é desnecessário porque a pista não integra a rota onde o tráfego aéreo é controlado. Basta apenas a autorização da torre de controle para os pousos e decolagens”, detalha.