Wagner da Silva
Braço do Norte

Apesar dos esforços, a falta de participação de entidades e lideranças políticas da região poderá colocar em xeque a Ação Conjunta de Revitalização e Desenvolvimento do Litoral Sul (Acorde).

E uma prova disso está na baixa participação na reunião que explanou o projeto. Apenas a própria anfitriã, a Associação Empresarial do Vale do Braço do Norte (Acivale), e a secretária de agricultura da prefeitura de São Ludgero enviaram representantes.

O projeto Acorde visa identificar pontos fortes da região sul, mas que ainda não recebam o devido investimento. Representantes da secretaria de planejamento do estado, Sandra Bertoncini e Sérgio Sachet, apresentaram dados socioeconômicos e um diagnóstico dos municípios da secretaria regional em Braço do Norte: Santa Rosa Lima, Rio Fortuna, São Martinho, Armazém, São Ludgero, Grão-Pará e Braço do Norte.

No estudo feito pela equipe, dois pontos a serem trabalhados foram identificados: a renda e o analfabetismo funcional. Na segunda etapa do projeto, os técnicos do estado analisarão os projetos e propostas para definir o que pode ser implementado de forma conjunta com os órgãos públicos.

O diagnóstico

Conforme os dados da secretária estadual da fazenda, os setores alimentício, madeireiro e turismo são os que mais faturam no Vale, em relação à produção. O comércio varejista compreende 24,34% de movimentação econômica e é também o que mais emprega (são 2.140 trabalhadores), seguido do setor madeireiro (2.029 pessoas) e alimentício (1.425 funcionários).

Em 2008, foram movimentados R$ 928 milhões. A grande parte pelas grandes empresas instaladas (84,2%) estão enquadradas no Simples. Braço do Norte é o município com maior número de estabelecimentos e participação no faturamento de toda a região. Na sequência está São Ludgero.

Em relação a exportações, na comparação com a última década, houve significativa perda. Em 2000 a região recebeu mais de R$ 67 milhões oriundos da exportação. Ano passado foram R$ 22.518.