#Pracegover Foto: na imagem há uma mulher
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Com a disseminação da Covid-19, elevado à categoria de pandemia, em março de 2020, pela Organização Mundial de Saúde, as populações precisaram se adaptar à nova realidade. Neste contexto, o isolamento social foi uma das orientações como enfrentamento à propagação do vírus. Situação que por outro lado, causou mudanças no comportamento de adultos, idosos e crianças. Uma delas pode ter contribuído com prejuízos no desenvolvimento da fala e da linguagem dos pequenos, que em boa parte do tempo, foram obrigados a ficar em casa durante meses.

“A privação de relacionamentos e interação social interfere diretamente no desenvolvimento da linguagem oral e da fala. Um dos motivos é a exposição precoce e muitas vezes exagerada a telas, além da reclusão e isolamento social, interferem na aquisição e desenvolvimento da linguagem das crianças”, destaca a fonoaudióloga do Complexo Médico Provida, Sheyla Bonelli (CRF: 8449).

A especialista alerta que uma criança com exposição excessiva a telas não aprende a se comunicar, a interagir socialmente e pode crescer sendo uma pessoa ansiosa, irritada e depressiva.

“Os primeiros anos são, definitivamente, determinantes. Dessa forma, não deixe que um eletrônico ocupe o lugar de um pai ou de uma mãe. E, não esqueça: quanto maior o tempo gasto na frente da tela dos computadores ou celulares, aumenta a probabilidade de seu filho apresentar atrasos expressivos na fala. Lembrem-se que as crianças precisam se comunicar, verbalizar, errar, serem corrigidas, e os jogos e aparelhos eletrônicos não dão estas possibilidades”, alerta Sheyla.

Atualmente, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam que crianças com menos de 2 anos, não tenham qualquer exposição a telas. Entre 2 e 5 anos, no máximo, 1 hora por dia, mas sempre com a supervisão de um cuidador. E para os maiores de 5 anos, não existe um padrão específico, mas é recomendado, no máximo, 2 horas por dia.

Alguns vilões do correto desenvolvimento da fala:

Chupeta: pode causar deformações no crescimento do rosto, alterações de dentes, céu da boca e enfraquecimento muscular. Pode comprometer a futura mastigação, fala, alinhamento dos dentes e até mesmo a respiração, além de acarretar outros prejuízos ao desenvolvimento social infantil. A criança não deve permanecer durante o dia em uso da chupeta e a sua retirada ter idade para acontecer; até um ano e meio.

Falta de rotina para dormir: a ausência de uma rotina na hora de ir para cama pode contribuir para a agitação e sono superficial da criança, além de ocasionar baixa capacidade de retenção de aprendizado, entre outros.

Introdução alimentar errônea: a oferta de alimentos batidos, liquidificados e triturados, não trabalha a mastigação dos pequenos, prejudicando a musculatura oral e consequentemente a fala.

Problemas auditivos: é necessário, uma investigação otorrinolaringológica para saber se existe perda auditiva ou algo que atrapalhe a audição normal da criança, mesmo que o teste da orelhinha, ao nascer, tenha sido normal.

O que é possível fazer para ajudar a criança?

A fonoaudióloga da Provida Sheyla Bonelli oferece algumas dicas para auxiliar nessa missão:
– incentive o diálogo;
– cante com e para a criança;
– invista em livros e conte histórias;
– brinque sempre que possível;
– limite o uso de eletrônicos;
– fale corretamente com seu filho, evite apelidos e/ou diminutivos;
– proporcione momentos para que a criança sinta necessidade de falar.

Estimular a fala:

Na hora do almoço: fale e pergunte sobre cores, nomes e quantidades dos alimentos.
Na hora do banho: brinquem, nomeie partes do corpo e se possível, cantem juntos.
Na hora de dormir: conte histórias, mostre desenhos e estimule a dizer os nomes dos personagens e a contar histórias também.

Brincadeiras

“Algumas brincadeiras no cotidiano ajudam a criança a querer falar, como a de faz de conta, esconde-esconde, as onomatopeias ou seja, a produção de sons de animais, veículos e até ao fazer caretas”, indica a fonoaudióloga.

 

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Fonte: Provida