Adeyula Rodrigues, de 31 anos, está desempregada há mais de seis meses. A moradora do município de Vila Velha, no Espirito Santo, busca receber o auxílio emergencial de R$ 600, mas dois fatos inusitados impedem a mulher de obter o benefício.

Em sua carteira digital de trabalho consta que Adeyula possui dois empregos ativos. Uma função seria de auxiliar de secretaria pela prefeitura de Vila Velha e o outro cargo seria de presidente da República.

A ex-funcionária pública, porém, deixou de trabalhar com a carteira assinada em agosto do ano passado. Na época ela exercia a atividade de cuidadora infantil na Secretaria de Estado de Educação (Sedu). Antes, atuava como auxiliar de secretaria pela prefeitura de Vila Velha.

Mesmo sem exercer algum trabalho na esfera pública municipal, Adeyula não foi desligada da sua função pela prefeitura. Em nota, a prefeitura de Vila Velha informou, que os desligamentos dos servidores feitos em 2019 foram enviados em 14 de abril de 2020 ao Ministério da Economia.

Já a Sedu informou que o cadastro dos servidores na secretaria não é feito na Carteira de Trabalho, mas, sim, no sistema da própria Sedu, no qual o cargo da servidora está como cuidadora. “A opção ‘Presidente da República’ não consta no sistema da secretaria. Mesmo o cadastro não tendo sido feito pela Sedu, a equipe se coloca à disposição da ex-servidora para buscar a retificação junto ao Ministério do Trabalho dessa informação.”