O Brasil é considerado o país das oportunidades, no entanto, com a chegada da Covid-19 há uma constante incerteza sobre o futuro. Morando há poucos meses em Pescaria Brava, a colombiana Diana Bonilla Mena, de 40 anos, tem encontrado dificuldades para encontrar um emprego e se estabelecer no país.

Casada com um brasileiro, ela conta que pouco depois de sua chegada ao país começou a trabalhar em um estabelecimento como camareira, no entanto, por causa do coronavírus teve que deixar o trabalho. “ Vim para o Brasil, casei e quis me estabelecer com um emprego, porém com a pandemia a situação ficou complicada”, lamenta.

Diana e o marido moram de aluguel em Pescaria Brava e somente o esposo trabalha. A casa possui poucos cômodos e entre a mobília há somente uma cama de casal e um fogão. “ Procuro um emprego de diarista, costureira para poder adquirir as coisas que faltam e para colaborar com as despesas da casa. Precisamos de um refrigerador (geladeira), uma pia de cozinha, armários, não temos mesa e nem cadeiras”, explica.

Faltam móveis essenciais para a residência, mas sem emprego não há como comprar. Com certa timidez Diana acredita que poderá contar com a solidariedade de algumas pessoas, para obter a mobília. “Quero muito trabalhar e poder colaborar com as contas e ajudar em casa. Sei que a situação é difícil, mas preciso”, enfatiza.

Para Diana, ser imigrante durante a pandemia apresentou uma série de dificuldades, entre elas a falta da rede de suporte que o país de origem pode dar. Mesmo com as dificuldades, ela ressalta que, junto com o esposo, tenta construir algo no país para contribuir com o que tem recebido. “Somos parte de um momento histórico mundial. Vamos tentar enfrentar e dar o melhor de nós para que nossa família fique bem e no futuro consigamos entregar algo para este país”, finaliza.