Amanda Menger
Tubarão

Pouco mais de 40 minutos de chuva deixaram um rastro de destruição em Tubarão ontem. Muitas árvores e galhos de árvores foram arrancados e danificaram telhados, carros e a rede de energia elétrica.

O toldo da pastelaria Scala, na avenida Marcolino Martins Cabral, rasgou e a estrutura metálica foi arrancada pelo vento. O painel com o nome do restaurante também sofreu avarias. “O prejuízo não é muito grande, para refazer vai custar uns R$ 3 mil. Maior foi o susto. Os vidros de uma das janelas aqui do prédio voou. Já imagina se atingisse alguém? Eu fiquei com medo, vivi momentos de terror”, conta o comerciante Antonio Cavagnoli.

Para a telefonista da OSD informática, Flávia Rodrigues Pinheiro, o temporal foi assustador. “Eu orei e me senti segura. Pedi a Deus que nos protegesse e também que nada de mal ocorresse aos meus familiares e às outras pessoas. Quando começou a chover, achei que o céu iria realmente desabar. No fim, nada grave ocorreu”, afirma Flávia.

A jovem ficou surpresa com a força do vento. “As flores tão pequenas de alguns jardins não voaram, mas aquela árvore (citando uma árvore que caiu na avenida Marcolino Martins Cabral) caiu como se fosse de papel. A natureza é incrível, não tem como lutar contra”, observa Flávia.

O chaveiro Cid Correa, que trabalha na avenida Marcolino, próximo ao Posto Canário, ficou apavorado. “Eu e o menino que trabalha comigo fechamos a banca, mas a estrutura balançava. Ficamos com muito medo que virasse”, relata.

Quando a tormenta ‘bate à porta’…
Tatiana Dornelles
Tubarão*

As fortes chuvas deixaram inúmeros bairros completamente alagados e prejuízos para alguns tubaronenses. No Dehon, na rua Padre Dionísio da Cunha Laudth (próximo ao bloco da saúde da Unisul), a garagem do edifício Arcângelo Gabriel ficou repleta de água e os carros praticamente ‘boiavam’ no local.

O pastor Raul Leguizazmon, que mora na mesma rua do prédio, conta que somente este ano é a quinta vez que há alagamentos em frente à sua casa. “Quando os carros passam na rua, forma uma onda e invade a minha casa”, relata.

Para tentar diminuir o problema, Raul esticou um fio de uma lado a outro da rua, com sacolas plásticas penduradas, para evitar que os carros passassem pelo local.

A tristeza de quem perdeu
Extremamente nervosa e chorando muito, a profissional de beleza Maria Aparecida Silva lamentou ao ver que o teto com estrutura de madeira da sua garagem caiu sobre o carro, no bairro Aeroporto. “Eu estava no trabalho. Não tinha ninguém em casa na hora do temporal. Quando cheguei, vi isso e fiquei nervosa. Ainda bem que nada ocorreu comigo, mas fico triste porque são bens que a gente custa a adquirir. Trabalhamos tanto para comprar algo e, de uma hora para outra, tudo estraga”, diz.

*Com informações de Marco Antonio Mendes e do leitor André Bianchini.

Depois das fortes chuvas, a contagem das perdas
Maycon Vianna
Tubarão*

O jovem Thiago de Souza, 22 anos, perdeu a bicicleta que tinha comprado há três meses durante a passagem do ciclone, no fim da tarde de ontem. O fato chamou a atenção de curiosos.

Ele havia deixado cadeada em uma árvore na rua Lauro Müller, à beira-rio. Thiago trabalha em uma joalheria e acompanhou da janela o coqueiro cair. “Infelizmente, perdi o meu meio de transporte. Agora, vou ter que vir trabalhar a pé. A força da natureza destruiu a bicicleta”, lamenta Thiago.

Ginásio destruído
O ginásio Otto Feuerschuette, no bairro Aeroporto, teve a sua estrutura superior totalmente destruída. Com o forte vento, os telhados atingiram diversas casas, mas sem grandes estragos. O motorista Robson Souza Silva viu tudo da garagem de sua casa. “Parecia que o mundo estava acabando. Fiquei assustado quando vi as telhas vindo em direção à minha casa”, relata.

Por sorte, ele conseguiu proteger-se. Um poste segurou algumas telhas de alumínio que ficaram presas entre os fios. Algumas telhas do ginásio voaram mais de 30 metros. E algumas foram roubadas.

*Com informações de Marco Antonio Mendes.