Amanda Menger
Tubarão

Até o último dia 16, foram registrados 34 casos de dengue em Santa Catarina. Todos ‘importados’ – os pacientes foram infectados em outros estados. Já os focos, chegam a 397, três deles em Tubarão. Isso significa que foram encontrados mosquitos Aedes aegypti, contudo, não estão infectados com a doença.

De qualquer forma, é preciso manter a vigilância, principalmente porque é no período de altas temperaturas que os ‘bichinhos’ proliferam-se. E discutir as ações preventivas foi o tema de um seminário realizado nesta sexta-feira, em Tubarão.
Para o diretor de vigilância epidemiológica da secretaria estadual de saúde, Luiz Antonio Silva, a política de prevenção adotada no estado é eficiente e deve ter continuidade. “Há oito anos, nós atuamos com armadilhas e pontos estratégicos. Outros estados que apresentam grandes incidências de dengue deveriam utilizar este sistema, mas mostram-se resistentes porque acham que é simples demais. Se o acompanhamento é feito de forma correta, quando encontramos um foco, significa que o mosquito está naquela região e a atenção deve ser redobrada”, argumenta Luiz.
A maior preocupação da vigilância epidemiológica é com a capacitação dos agentes da dengue. “Muitos deles não são funcionários efetivos das prefeituras, são contratados de forma precária e não recebem bons salários. Então, temos que oferecer cursos de qualificação contínua, porque a rotatividade de agentes é alta. O agente tem um papel fundamental no controle da dengue, porque ele é responsável por fazer as coletas nas armadilhas e pontos estratégicos, além de alertar a comunidade para não deixar água parada”, exemplifica Luiz.