#PraCegoVer Na foto, há um frasco de exame com sangue e um mosquito transmissor da dengue
As autoridades em saúde alertam desde janeiro que existe a possibilidade de que o Estado viva um período de epidemia ou surto da doença - Foto ilustrativa

Santa Catarina já registra mais de 500 casos de dengue em 2022. O número acende um alerta sobre os cuidados e prevenção contra a doença. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde, a maior incidência está na região Oeste, que concentra aproximadamente 87% dos casos autóctones de todo o estado – ou seja: pacientes que contraíram a doença dentro do território catarinense. No total, 119 municípios estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor de três doenças: dengue, zika vírus e chikungunya. Esse dado representa um incremento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2021, que registrou 108 municípios nessa condição. Na região Sul, as cidades de Araranguá, Imbituba, Passo de Torres e Sombrio são consideradas infestadas. As autoridades em saúde alertam desde janeiro que existe a possibilidade de que o Estado viva um período de epidemia ou surto da doença. Atualmente, existem 5.714 focos do mosquito em 160 municípios catarinenses.

Outro dado preocupante: 26 municípios registram transmissão de dengue em 2022, sendo que quatro deles estão em situação de epidemia, ou seja, registram uma taxa de incidência de mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes. São eles: Seara, Belmonte, Romelândia e Itá. Todos ficam na região Oeste. “Para saber o risco de transmissão da dengue, olhamos para a quantidade de municípios infestados. Isso nos indica onde está o mosquito e, atualmente, ele está disseminado pelo Estado e não vem mais de fora. Então, os cuidados básicos de prevenção precisam ser constantes e ampliados neste momento”, alerta o diretor da Dive, João Augusto Brancher Fuck.

Na última semana, São Ludgero, na Amurel, confirmou a ocorrência de oito novos focos do mosquito Aedes aegypti. Em Orleans, na Amrec, um caso da doença foi notificado neste março. No dia 28 de janeiro, a primeira morte por dengue ocorreu no Estado: um homem de 40 anos, de Criciúma. Em 2021, Santa Catarina confirmou sete mortes por dengue nos municípios de Joinville (05), Camboriú (01) e Florianópolis (01). A melhor estratégia continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água. Períodos chuvosos atrelados ao calor, exatamente as condições climáticas de agora no Estado, são favoráveis à proliferação do mosquito.

Ações
A prevenção da dengue depende de uma ação conjunta entre o poder público e a população. “Manter os cuidados básicos, ou seja, eliminar os locais que possam acumular água ainda é a melhor maneira de prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Descartar corretamente o lixo, manter piscinas e calhas limpas, não acumular entulho, são atitudes que precisam virar rotina. Não esquecer também os objetos maiores, como as caixas d’água, que precisam ser tampadas”, relembra Ivânia Folster, gerente de zoonoses da Dive.

A partir dessa semana, os boletins sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica de dengue, chikungunya e zika vírus no Estado passam a ser divulgados semanalmente. “É importante destacar que outras regiões de Santa Catarina também vêm registrando casos da doença, assim como outros municípios devem entrar em situação de epidemia nos próximos dias. Os cuidados precisam se estender para todo o Estado”, destaca João Fuck.

Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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