Educadores estiveram reunidos com secretário de educação do estado, Eduardo Deschamps, porém, nada concreto foi apresentado   -  Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Educadores estiveram reunidos com secretário de educação do estado, Eduardo Deschamps, porém, nada concreto foi apresentado - Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Foram três dias de negociações entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e da coordenação executiva de negociações e relações funcionais do estado. Mas ainda não há nada concreto.
 
Nesta sexta-feira, ocorreu a terceira reunião, que contou com a presença do secretário de estado de educação, Eduardo Deschamps. Neste encontro, foram repassados os assuntos tratados nos dias anteriores. 
 
Não houve grandes avanços, e não foram apresentadas propostas ou números concretos para o reajuste, porém, os representantes do Sinte tiveram a garantia de que o governo do estado estuda as reivindicações dos educadores.
A promessa de Deschamps foi a de levar os pedidos dos professores a outras pastas do governo, como a secretaria da fazenda. A resposta definitiva do estado deve ocorrer ser anunciada segunda-feira, às 14 horas. 
 
Na terça-feira, esta resposta será levada para assembleia geral da categoria. “Vamos avaliar a proposta do governo”, explica o  secretário de finanças do Sinte, Sandro Luiz Cisuentes. Enquanto isso, a categoria continua mobilizada para a greve, a partir de terça-feira.
 
A categoria pede que haja um reajuste de 22,22% no plano de carreira e a descompactação da tabela salarial. O estado diz que paga, mas não para todos, e de forma parcelado. Os professores recusaram esta proposta no dia 15 do mês passado. “Pedimos que o secretário reconheça que deve valorizar mais os seus trabalhores”, revela Sandro.
 
Proposta recusada
• No dia 14 do mês passado, o estado ofereceu o pagamento do reajuste de 22,22%, previsto na lei do piso nacional do magistério, mas apenas para os professores em início de carreira. 
• O retroativo a janeiro e fevereiro seria pago em duas parcelas (julho e setembro). Para os educadores com graduação e especialização, a intenção é dividir o pagamento do reajuste em três parcelas: uma este ano e as outras em 2013 e 2014.
• Em assembleia no dia seguinte, a proposta foi integralmente rejeitada por unanimidade. Nesta mesma ocasião, os professores votaram pela paralisação das atividades, a partir da próxima terça-feira.
• Os professores estão em estado de greve desde o fim do movimento deflagrado no ano passado, que durou 62 dias. Foi uma das maiores paralisações já feitas em Santa Catarina nos últimos 20 anos.