O fenômeno denominado “cunha salina”, identificado no fim de abril nas águas do rio Tubarão, recebe atenção das autoridades e pesquisadores. Na última sexta-feira (29), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, com o apoio da Polícia Ambiental de Laguna, coordenou uma operação de coleta da água do fundo, meio e superfície do rio, em pontos diferentes.

O trabalho foi realizado desde a foz, onde há o encontro das águas do mar com as do rio, até as imediações da passarela de concreto, que está sendo erguida nas proximidades da Unisul.

O gestor-coordenador da Defesa Civil da prefeitura de Tubarão, Murilo Damian Ribeiro, que participou da ação, ressalta que foi analisada, já naquele momento, a eletrocondutividade da água, o que indicou redução da salinização. “Observarmos que houve uma queda da salinização, se comparado aos níveis do dia 22 de abril. Verificamos que diminuiu consideravelmente, chegando em alguns pontos, inclusive, em níveis quase normais”, revela.

Contudo, Murilo destaca que a diminuição é resultado direto da barragem erguida no rio, para a construção da nova ponte, próxima ao Farol Shopping. “Isso tem ajudado a segurar o avanço da cunha salina. Porém, quando aquele aterro hidráulico for retirado, corremos o mesmo risco, pois os índices podem aumentar novamente”, adianta Murilo.

Uma reunião que deve contar com a presença de representantes da prefeitura, Tubarão Saneamento, Agência Reguladora (AGR), Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, entre outros técnicos e especialistas, está agendada para a tarde desta terça-feira (2), na Defesa Civil. “Vamos analisar os estudos que temos e discutir as próximas medidas em busca de uma solução, pelo menos paliativa, que possa manter os níveis aceitáveis, até que seja feito um estudo mais aprofundado”, reitera.