Islamabad, Paquistão

O atentado suicida que matou, sábado, 53 pessoas no Hotel Marriott, em Islamabad, capital do Paquistão, tem as características de ser uma operação da Al-Qaeda ou um grupo associado, disseram autoridades de inteligência paquistanesas e norte-americanas.
As equipes que vasculham os destroços queimados do hotel encontraram mais corpos carbonizados ontem.

Quatro estrangeiros foram mortos, incluindo o embaixador da República Checa, um vietnamita e dois americanos. Ficaram feridas 266 pessoas, entre as quais 11 estrangeiros, disse o Ministério do Interior.

Um diplomata dinamarquês está desaparecido, informou o Ministério de Relações Exteriores da Dinamarca. A segurança interna no Paquistão, país que detém armas nucleares e é vital na guerra contra a Al-Qaeda e outros grupos extremistas islâmicos, deteriorou-se de modo alarmante nos últimos dois anos.

“A sofisticação da explosão demonstra que é obra da Al-Qaeda”, disse um funcionário da inteligência paquistanesa. O exército do Paquistão está em meio a uma ofensiva contra combatentes da Al-Qaeda e do Taleban na região de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão, ao mesmo tempo que os EUA têm intensificado os ataques aos militantes no lado paquistanês da fronteira.

Em retaliação, os militantes desfecham ataques com bomba no noroeste do Paquistão.

Um vídeo divulgado pela Al-Qaeda para marcar o sétimo aniversário dos atentados de 11 de setembro incluiu um chamado a todos os militantes no Paquistão para que intensifiquem a luta.