Rafael Andrade

Laguna

A falta de fiscalização da prefeitura de Laguna, a urbanização desenfreada e fora dos limites burocráticos e o descaso com o saneamento básico na Prainha do Farol de Santa Marta fez com que uma cena lamentável, e que configura crime ambiental, fosse repetida na manhã desta quinta-feira (26), o esgoto a céu aberto em plena orla. O mar segue sendo poluído no local e a vida marinha ameaçada, além de expor pescadores, surfistas e banhistas a uma série de doenças graves após contato com a água contaminada.

Com a pandemia do coronavírus, os cuidados de higiene estão ainda mais em evidência, mas não é o que se percebe na Prainha, um dos locais mais visitados por turistas no Sul do Estado.

É importante frisar que o município investiu quase R$ 50 milhões em esgotamento sanitário, mas nada foi feito na região da Ilha. Os recursos para a implantação do tratamento sanitário no Farol estão disponíveis, cerca de R$ 16 milhões. A Casan está buscando a prorrogação do contrato de financiamento junto a um banco francês, que expira em dezembro deste ano. Falta o entendimento claro sobre a importância dessa obra de saneamento para o resgate da qualidade de vida e equilíbrio ambiental, visando o desenvolvimento local sustentável.

Enquanto isso, a Prainha segue como um dos pontos impróprios para banho em Santa Catarina e um dos locais mais insalubres da região. O mesmo ocorria com frequência na Praia d Mar Grosso, mas as autoridades conseguiram minimizar ou acabar com o problema após uma série de obras e fiscalização.