Um menino de dois anos precisou passar por cirurgia e receber mais de 60 pontos pelo corpo após ser atacado por um cachorro da raça pitbull. O caso aconteceu em Indaial, no dia 22 de janeiro.

De acordo com a família, o menino levou 55 pontos na cabeça e outros diversos no quadril e pescoço, totalizando 62 no total. Ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva do hospital Beatriz Ramos e está se recuperando em casa.

A mãe da vítima conta que o cachorro ficava preso na lavanderia da residência onde a família mora. Eles teriam o resgatado o animal das ruas e estavam tentando encontrar um outro lugar para ele ficar.

“Com a gente, como colocávamos comida, bebida, e limpávamos tudo, ele não era agressivo. Mas quando ele via as crianças ele latia, tanto que elas tinham medo”, contou a mulher à reportagem.

Após o ataque, uma ONG conseguiu resgatar o animal através de um adestrador e levá-lo para outro local.

Maus-tratos

Como a própria família destaca, o animal foi resgatado das ruas em novembro, em situação debilitada. Eles contam que cuidaram dele como podiam, dando comida – a mesma com que eles se alimentavam – e o deixando na lavanderia, até encontrar um novo lar.

Porém, após publicarem fotos do cão nas redes sociais para doá-lo, uma pessoa desconfiou de maus-tratos e entrou em contato com a ONG Entre Cães e Gatos, de Indaial. A protetora Luciana Zanis foi até a residência da família e disse ter se assustado com o que viu.

Fiz um vídeo pedindo para ajudar um lar temporário para ele. Fiquei apavorada, porque ele estava em uma situação terrível. Parei em um local e comprei uma corrente para ele”, explicou Luciana.

Ela entregou a corrente para a família, pois, segundo ela, o cachorro estava preso em uma corda que não deixava ele nem deitar. Também orientou que a família protegesse o local para as crianças não terem acesso.

“Não fiz a denúncia para a polícia porque eles estavam tentando ajudar. Apesar daquilo ser com certeza maus-tratos, eles não viam dessa forma, e estavam tentando do jeito que podiam, apesar da situação crítica”, explica Luciana.

Ela ainda afirmou que estava tentando encontrar um novo lar para o animal, mas que estava muito difícil, por se tratar da raça pitbull. Só decidiram retirá-lo do local, mesmo ainda sem um novo tutor, após o pai da criança ter ameaçado matar o animal, devido ao ataque.

Luciana contratou um adestrador que foi até o local e retirou o cachorro. Atualmente, a ONG está pedindo ajuda para conseguir pagar todas as contas referente ao adestramento e tratamento do animal. Veja neste link.

Família nega 

A mãe da criança conversou com a reportagem do jornal O Município Blumenau onde contou a mesma história de Luciana. Porém, negou maus-tratos e afirmou que cuidavam bem do animal.

Segundo ela, a corda que prendia o cão tinha 60 centímetros e deixava com que ele ficasse deitado. Era menor apenas para evitar que ele chegasse perto das crianças quando elas acessavam aquele cômodo.

A mulher também afirmou que estavam pedindo ajuda para encontrar um lar melhor para o animal há alguns meses, principalmente após a visita de Luciana.

“Estamos sendo julgados e ameaçados nas redes sociais, mas as pessoas não sabem realmente o que aconteceu”, afirmou.

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Fonte: O Município