Proprietário de uma loja de vinhos, Eurico Alves de Oliveira e a gerente Sueli Ferreri alertam que os preços vão subir.
Proprietário de uma loja de vinhos, Eurico Alves de Oliveira e a gerente Sueli Ferreri alertam que os preços vão subir.

 

Karen Novochadlo
Tubarão
 
O baixo preço do dólar fez a alegria de muitos importadores durante alguns meses. Contudo, essa ‘farra’ não deve durar muito tempo. O governo federal pretende tomar algumas medidas para reduzir a quantidade da moeda estrangeira no mercado, como a compra de dólares. Enquanto isso não ocorre na prática, muitos aproveitam. 
 
A empresária Silvia Raimundini aproveitou para comprar algumas garrafas de vinho no exterior. “O do porto está bastante em conta. Mais barato que muitos brasileiros”, conta. No setor de confecção, área em que atua, relata que muitas empresas já preferem adquirir tecidos da China. “Neste caso, preferem o preço do que a qualidade”, revela. 
 
A baixa do dólar fez a festa de muitas distribuidoras. O proprietário da loja de vinhos Delices, Eurico Alves de Oliveira, 31 anos,  explica que a redução do preço não foi repassada para as lojas. “Para nós, foi revendido com o preço normal”. A loja deverá fechar em breve, segundo ele, por conta da concorrência desleal com bebidas importadas ilegalmente. 
 
No setor de informática, as compras têm saído bem mais em conta. Muitas peças de computador são importadas e aquisição em sites estrangeiros de mercadorias que não existem no Brasil também tem valido mais a pena. 
 
As viagens para o exterior também foram facilitadas. Com o dólar mais baixo, as passagens aéreas são mais baratas e fazer as compras nos outros países também.