Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Respiradores aprovaram, em reunião de trabalho realizada na manhã desta quinta-feira (25), requerimento com o pedido de afastamento do controlador-geral do Estado, Luiz Felipe Ferreira. O documento deve ser submetido à apreciação do Plenário da Assembleia Legislativa e, se aprovado, encaminhado ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL).

Para os integrantes da CPI, a partir dos dois depoimentos que Ferreira prestou à comissão, ficou evidenciado que o controlador não teria mais condições de continuar no cargo, por não ter tomado as medidas e precauções para evitar as irregularidades administrativas internas na Secretaria de Estado da Saúde (SES), que culminaram com a aquisição dos 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões e sem garantia de entrega.

“Houve inconsistência, falta de profundidade, falta de clareza em todos os seus depoimentos, contrariando os princípios que norteiam a administração pública, dos quais ele deveria ser o guardião, tendo em vista o cargo que ele ocupa”, afirmou o presidente da CPI, deputado Sargento Lima (PSL), a respeito do controlador-geral.

Conforme dos deputados, pesa também contra Ferreira o fato de não ter conseguido evitar o vazamento das conclusões de uma sindicância interna no governo e na Secretaria de Estado da Saúde para apurar as irregularidades, cuja entrega oficial à CPI estava prevista para esta quinta. “O controlador-geral do Estado não consegue controlar sua equipe e nem a si mesmo”, ironizou o relator da CPI, deputado Ivan Naatz (PL).

A próxima reunião da CPI será na terça-feira (30), a partir das 17 horas, com a retomada dos depoimentos. Além do chefe da Casa Civil do Estado, Amândio João da Silva Júnior, também estão foram convocados o responsável pelo Controle Interno e Ouvidoria da Secretaria de Estado da Saúde, Frederico Tadeu da Silva, e o gerente de Execução Financeira da Pasta, Tyago da Silva Martins.