Wagner da Silva
S. Rosa de Lima

A generalização do processo de investigação nos gastos da saúde em Santa Rosa de Lima trouxe dificuldades à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Por conta disso, o grupo deverá pedir a prorrogação do prazo para a entrega do documento que analisa os gastos municipais feitos no setor nos últimos dez anos. O tempo de análise termina na próxima quarta-feira.

Convênios, relatório de licitações, entre outros investimentos, são analisados. “Não transformamos esta ação em fato político. Não queremos atingir ninguém. Se há irregularidades ou não, esta ação servirá de alerta para que os administradores tomem mais cuidados”, explica o presidente da comissão, o vereador Salésio Wiemes (PT).

Ao todo, sete itens foram citados e, por isso, o pedido de prolongamento do tempo de análise é requerido. “O número de informações geradas é muito grande. Mesmo com todo empenho da comissão em analisar e da prefeitura em enviar os documentos solicitados, não será possível entregar o resultado na próxima quarta-feira”, lamenta o presidente.
Na próxima semana, a comissão deve concluir os depoimentos das pessoas citadas no processo. “Esta CPI atrapalha nossa ação como vereadores porque deixamos de atender a comunidade. Por isso, queremos concluir o mais breve possível este processo”, complementa Wiemes.

Prefeitura pode estar
no cadastro de ‘devedores’

Desde que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) iniciou, em maio deste ano, apenas uma questão irregularidade foi apontada no setor da saúde da prefeitura de Santa Rosa de Lima. Trata-se de um convênio feito na administração 2000/2004, na gestão de Bertilo Heidemann (PMDB).

Neste caso, a prefeitura terá 15 dias para efetuar um pagamento de R$ 50 mil. Do contrário, estará no cadastro da Receita Federal como inadimplente. “Todos os projetos ficam bloqueados até que o pagamento seja feito”, explica o presidente da comissão, o vereador Salésio Wiemes (PT).

A administração trabalha em um processo de defesa para que o município não seja exposto negativamente na Receita Federal. “Há vários projetos em andamento e os recursos podem ser bloqueados. A cidade é pequena e este valor é bastante significativo”, considera Wiemes. O ex-prefeito Bertilo foi procurado pela redação do Notisul na tarde de ontem, mas não foi localizado para explicar o assunto.