Foto: Ricardo Wolffenbuttel | Governo de Santa Catarina

Um estudo realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) da Secretaria de Saúde (SES) de Santa Catarina, com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022, aponta que o risco de hospitalização e morte é maior entre pessoas não vacinadas ou que estão com a vacinação incompleta do que naquelas que receberam a dose de reforço.

Durante o período da pesquisa, ocorreram 871 mortes por Covid-19 do Estado. A taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não imunizados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço. Já nos adultos de 18 a 59 anos, a taxa entre os não vacinados ou com o ciclo incompleto foi 39 vezes maior do que naqueles que receberam o reforço.

“Os dados demonstram a importância da dose de reforço para garantir proteção mais ampla contra as formas graves da Covid-19, reduzir as hospitalizações e as mortes, principalmente no contexto de alta transmissibilidade promovida pela variante Ômicron”, explica o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário.

Ao todo, em Santa Catarina, 1.110.860 idosos com 60 anos já completaram o esquema primário de duas doses. No entanto, apenas 651.489 pessoas acima dos 60 anos receberam imunização de reforço, o que representa pouco mais de 59% de cobertura da terceira dose para esta população. Em número de habitantes, são 459 mil idosos sem o reforço contra as formas mais graves da Covid-19.

Conforme o estudo, o resultado dessa baixa cobertura tem se refletido nos últimos dias, com o aumento escalonado no número de mortes e de ocupação de leitos hospitalares e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) respiratória por este grupo populacional. “Temos vacinas suficientes para atender a toda a população catarinense. As pessoas precisam ter ciência de que essa é a melhor forma para sairmos dessa pandemia”, anota o secretário de estado da saúde, André Motta Ribeiro.

 

Internações
Nos casos de hospitalização, no período do estudo foram registradas 2.501 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com confirmação para Covid-19. A taxa de hospitalização em idosos não imunizados ou com vacinação incompleta foi 31 vezes maior do que entre os idosos que já receberam o reforço. Já entre os adultos de 18 a 59 anos, a taxa entre os não vacinados ou com o ciclo incompleto foi 20 vezes maior do que naqueles que receberam a terceira dose.

 

Boletim epidemiológico
Segundo boletim epidemiológico da Covid-19, divulgado na terça-feira (1º), houve aumento de 95% no registro de mortes em Santa Catarina entre terceira e quarta semana de janeiro: foram 274 óbitos. Além disso, 68% a mais de hospitalizações de SRAG com confirmação para coronavírus – foi de 221 pessoas na última semana do ano passado para 641 pacientes na terceira semana deste janeiro (entre os dias 16 a 22).

 

 

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