Primeiro foi a cloroquina e agora, a ivermectina se tornou o remédio da vez quando o assunto é o novo coronavírus. O medicamento está em falta em diversas farmácias da Amurel. A procura pela medicação que não exige receita teve início há pouco mais de duas semanas e em poucos dias os estoques se esgotaram. A ivermectina é um antiparasitário, que de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é utilizado para tratar piolhos e lombrigas.

Uma pesquisa de preços, feita pelo Portal Notisul em farmácias da região, apontou que os valores do ivermectina variam entre R$ 13 a R$ 16 a caixa com apenas dois comprimidos e R$ 18 a R$ 20 a caixa com quatro comprimidos. Não há previsão de reposição da medicação nos estabelecimentos comerciais.

Três farmacêuticos da região, que não quiseram se identificar foram unanimes. Eles contaram que o medicamento começou a sumir das prateleiras na semana passada. A procura pela medicação começou a surgir há cerca de 15 dias, mas nesta semana a procura foi intensa. Eles destacam ainda, que até o momento não há comprovação cientifica da eficácia da ivermectina no tratamento ou comprovação da Covid-19. O produto é considerado artigo de ‘luxo’ nas farmácias e drogarias.

A prefeitura de Itajaí adquiriu recentemente um milhão de doses do medicamento. A medicação não tem comprovação cientifica de que proteja contra a Covid-19, no entanto, o prefeito Volnei Morastoni (MDB), que é médico, acredita que servirá de prevenção para a doença.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou, nesta quinta-feira, sobre os riscos do uso de medicamentos que contêm ivermectina para o tratamento da covid-19. Conforme o órgão, não há nenhuma comprovação científica de que a ivermectina seja eficaz contra o novo coronavírus.

A Anvisa ressalta, porém, que há comprovações de sobra sobre os efeitos colaterais e os riscos à saúde decorrentes do uso do medicamento sem prescrição médica. “No caso da ivermectina, os principais problemas (eventos adversos) são: diarreia e náusea, astenia, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos; em relação ao sistema nervoso central, podem ocorrer tontura, sonolência, vertigem e tremor. As reações epidérmicas incluem prurido, erupções e urticária”, frisa, em nota.

Para a Anvisa, é preciso deixar claro que não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desse medicamento para o tratamento da covid-19. “Assim, não há recomendação, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus”, pontua.

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