Zahyra Mattar
Tubarão

Ao que tudo indica, levará um bom tempo até que as 152 árvores condenadas às margens do rio Tubarão sejam eliminadas definitivamente. A habilitação das empresas interessadas em participar do processo de licitação, na modalidade de tomada de preços, ocorreu quarta-feira pela manhã (ainda que na parte da tarde, quando o Notisul tentou apurar o resultado, ninguém soubesse sobre a reunião).

O problema é que as quatro empresas interessadas no trabalho, literalmente, impugnaram-se umas às outras. Explica-se: todas alegaram que as concorrentes tinham problemas, na maioria documentais e, portanto, não poderiam participar da licitação. As quatro contestações estão agora sob análise da procuradoria jurídica do município.

“Temos que analisar cada caso para não cometermos nenhuma injustiça. A impugnação de empresas, em licitações, é normal. Por isso que às vezes estes processos levam mais tempo que o previsto. Amanhã (hoje) mesmo, deveremos ter um parecer definitivo. As empresas que estiverem realmente com tudo certo poderão continuar no processo. Se restar apenas uma, esta será a escolhida. Se todas estiverem com alguma irregularidade, um prazo maior será dado para a habilitação de outras interessadas”, explica a procuradora Letícia Bianchini da Silva.

O corte das árvores da beira-rio é um novela que o cidadão acompanha desde 2007, quando um tornado passou pela cidade. Ao todo, foram catalogadas 900 árvores que precisam ser “trocadas”. Nesta etapa serão removidas somente as 152 “mais velhas”. A retirada das árvores faz parte do projeto de recuperação das margens do rio Tubarão. A ideia é revitalizar os taludes (terrenos em declive entre a rua e a calha do rio) com proteção especial e ainda o plantio de vegetação rasteira.