Cíntia Abreu
Tubarão

O corte de 170 árvores das beiras-rio de Tubarão está orçado em R$ 290 mil. A retirada de cada planta custa R$ 1.705,88. O valor foi contestado na câmara, pelo vereador Evandro Almeida (PMDB), e colocou em xeque a licitação para a escolha da empresa a fim de efetuar o trabalho. O secretário de serviços públicos da prefeitura, Fabiano Bitencourt, é firme em sua posição. Ele anuncia que, em breve, a secretaria de meios e suprimentos, responsável pela licitação, da qual saiu vencedora a NO Terraplanagem, fornecerá todos os documentos solicitados pelo vereador a fim de que tudo seja melhor esclarecido.

Bitencourt lembra que seis empresas participaram da licitação. A vencedora foi a que apresentou o menor preço, conforme rege a lei. “O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) sempre foi muito claro em relação aos serviços. Se a empresa corresponder com as exigências (da licitação) e apresentar o menor preço, deve ser contratada”, explica.
O secretário de comunicação da prefeitura, Anselmo de Bona Mello, reafirmou que o vereador terá a documentação em breve e que o orçamento do serviço foi realizado com base na tabela do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).

Economia aos cofres públicos
O corte das 170 árvores nas beiras-rio de Tubarão trará economia aos cofres públicos. Os troncos retirados são catalogados e depositados no estacionamento da secretaria de serviços públicos da prefeitura. O material não pode ser vendido ou doado, será utilizado na confecção de pontes e playgraunds nas áreas verdes de Tubarão.

“A prefeitura pode vender através de leilão. Mas, já que precisamos comprar toras de árvores para reparos nas pontes, utilizaremos as da beira-rio”, justifica o secretário Fabiano Bitencourt.
Um levantamento para saber quantas plantas foram removidas até o momento não foi feito. Bitencourt não tem este número. “Assim que a contagem for feita, uma remarcação será realizada”, atesta o secretário.