Tatiana Dornelles
Tubarão

Em Santa Catarina, várias agências dos Correios estarão com as portas fechadas hoje. Ontem, até o fechamento desta página, a paralisação já ocorria em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. As reivindicações dos funcionários são adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário e reajuste no percentual da participação nos lucros e resultados (PLR). A implementação de um plano de cargos e salários é outra exigência.

“A greve é por tempo indeterminado e acreditamos que muita gente irá aderir. Desta vez, a reivindicação não é salarial. Mas sim devido ao adicional de periculosidade, de percentual de 30%, que não pagarão mais a partir deste mês. Os carteiros entram em locais em que ninguém mais consegue, como em algumas favelas, por exemplo. Queremos garantir o pão do trabalhador”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Santa Catarina, Olívio Benke, de Florianópolis.

Como a greve inicia somente hoje em território catarinense, não há ainda como estimar em quais cidades as agências irão parar. O sindicato só terá dados parciais a partir da tarde de hoje. “A greve se constrói ao longo dos dias, mas sabemos que a adesão será grande”, reforça.

No que se refere ao plano de cargos e salários, Olívio explica que a direção da empresa quer ‘empurrar’ algumas medidas aos funcionários. “Não vamos aceitar. Somos contra, por exemplo, o encerramento do fundo de pensão e queremos uma melhor divisão dos lucros. Teve diretor que ganhou R$ 44 mil de participação no lucros, enquanto os carteiros receberam R$ 200,00. Isso tem que ser dividido de forma igualitária, pois é resultado do esforço de todos. Em Santa Catarina, teve gente que recebeu R$ 22 mil”, diz indignado.

O presidente do sindicato pede a compreensão da população. “Esperamos que todos entendam, pois lutamos por melhores condições aos funcionários”, acrescenta.