No último dia de 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta, após autoridades chineses anunciarem a ocorrência de uma misteriosa pneumonia, que iniciou num mercado de carnes, em Wuhan. Cidade com mais de 11 milhões de habitantes, considerada a mais populosa da região central do país. Atualmente, já foram infectados mais 42 mil pessoas pelo mundo. O número de mortos, no geral, aumentou para 1.016, com 26 países com casos confirmados da epidemia, conforme o último relatório divulgado pelas autoridades chinesas, no último dia 11. 

No Brasil, o Ministério da Saúde monitora sete casos suspeitos e verifica diariamente o estado de saúde dos brasileiros repatriados, que estão na base de Anápolis, em Goiás, e que não apresentam sintomas da doença. 

Dentro desta expectativa de uma ameça microscópica que pode atingir milhões de pessoas em massa, o pneumologista, Dr. Filipe Viana Correa, do Complexo Médico Pró-Vida esclarece algumas dúvidas.

“O contágio inicial do coronavírus 2019-nCov ainda está sendo investigado, mas tudo indica que  foi transmitido por animais, como morcegos ou cobras, ao ser manuseado ou ingerido. A transmissão entre as pessoas é passada por meio de secreções respiratórias e pelo ar. Pacientes infectados e sem sintomas podem transmitir o vírus, o que aumenta o risco de contágio”, explica o médico.

Conforme o pneumologista, o coronavírus apresenta características muito parecidas com uma gripe, mas atinge a maioria com início repentino como febre alta, tosse, mal-estar e fadiga. Podendo causar pneumonia severa e insuficiência aguda.

“O contágio ocorre quando a pessoa carrega o vírus, que está na pele ou nas mãos, para  dentro da boca, do nariz e dos olhos e assim se contamina. Por isso a importância de se prevenir usando máscaras e fazendo a higienização das mãos”, completa.

Como evitar a contaminação?

“Antes de tudo, é importante reforçar que o nosso país, felizmente ainda não apresenta casos confirmados de contaminação, mesmo com os brasileiros que estão em quarentena, em Goiás. O cuidado atual é com viagens e com contato com pessoas vindas de áreas com casos confirmados da doença”, alerta o Dr. Filipe. Os demais cuidados devem ser seguidos, conforme recomendação do  Organização Mundial da Saúde para evitar a contaminação pelo coronavírus e outras doenças como a gripe. Sendo os seguintes:

– manter ambientes bem ventilados;

– lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente, e após tossir ou espirrar;

– cobrir nariz e boca quando tossir ou espirrar;

– evitar tocar  mucosas de olhos, nariz e boca;

– utilizar lenços descartáveis;

– não compartilhar objetos de uso pessoal;

– evitar contato próximo com pessoas que estejam com infecções respiratórias agudas e

– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.