#Pracegover Foto: na imagem há um homem, pai, beijando a filha
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Mesmo mantendo todos os cuidados as pessoas não estão escapes de contrair o vírus. Algumas por conta do trabalho ficam mais expostas, foi o que ocorreu na família da pequena Lívia Locks. O pai da princesa, Leomir Locks, o Alemão, conta que contraiu o vírus no trabalho, mas como faz jornada dupla, não tem como afirmar em qual dos dois se contaminou.

Alemão lembra que contraiu o vírus no dia 8 de dezembro, ficou em isolamento até o dia 18. Mas mesmo em meio a tantos cuidados, no dia 14 de dezembro a pequena Lívia teve os primeiros sintomas. Já a esposa e a filha mais velha do casal não apresentaram sintomas algum.

“Na segunda a temperatura dela se mantinha entre 37 e 37,6. Ela dizia que tinha dor de cabeça e dor abdominal. Na terça estava melhor, mas na quarta voltou a ter sintomas de dor de cabeça e abdominal, porém também começou a ter diarreia. Fiquei preocupado porque ela é bem vulnerável”, detalha.

Como não houve melhora no quadro, na quinta-feira (17), a princesa foi levada à Policlínica. “Eles fizeram o exame e o primeiro deu inconclusivo. Ligaram e levamos novamente no mesmo dia para refazer o teste, aí deu positivo. Desde o dia 14 ela estava contaminada e dia 18 teve o resultado”, relembra.

Para o pai, a doença parece atingir tanto emocionalmente quanto psicologicamente. “Porque assim que deu resultado positivo entramos em contato com o pediatra dela. Ele não quis entrar com antibiótico antes de ela ter realmente febre e um desconforto maior. Duas horas após a ligação ela teve a primeira febre, 38,4. Logo em seguida liguei novamente para ele que na mesma hora prescreveu os medicamentos dando início ao tratamento”, explica.

Mesmo sendo criança e ter afirmações de que com os pequenos o vírus não atinja de forma tão agressiva, havia a preocupação por conta dos outros problemas de saúde da pequena, o que a coloca em um quadro de paciente com comorbidades. “Ficamos mais preocupados porque a Lívia tem uma doença base muito difícil, degenerativa, neuromuscular e respiratória”, pontua.

“Estive muito ruim por quatro dias, tive os sintomas muito forte, se ela tivesse metade do que senti, metade do que passei, não sei o que seria dela. Ficamos com medo de ela ficar muito caidinha, muito ruim, mas a Lívia é uma guerreira forte e respondeu muito bem ao tratamento”, comemora o pai.

Alemão descobriu que o isolamento é vulnerável. Mesmo mantendo-se isolado no quarto e saindo apenas para ir ao banheiro, mesmo fazendo toda a higienização, o risco existe. “Mesmo não estando no mesmo ambiente, não utilizando os mesmos talheres nem nos mesmos pratos, não teve jeito, ele passa por baixo da porta, ele vai para algum lugar que infelizmente também contaminou a minha filha”, lamenta.

No período em que ficou isolado sem ter contato com as filhas ele contava historinhas por vídeochamadas. “Como somos muito próximos, muito ligados, não queríamos perder o contato. Elas estão sempre comigo e seria ainda mais difícil”.

Alemão comenta o orgulho que tem da princesa. “Principalmente pela forca, se manteve muito forte, é uma guerreira e não desiste. Enquanto chorava com medo de alguma coisa acontecer, ela segurava minha mão e dizia para eu ter calma e que tudo daria certo e que estava bem. Ela me deu mais força do que eu para ela”, emociona-se.

Após os cinco dias de tratamento, a recuperação foi total, porém o isolamento foi mantido até dia 25. “Esse foi o melhor de todos os presentes de Natal para nossa família. Todos bem e recuperados”, finaliza.

 

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